O Hospital Moacir Micheleto, de Assis Chateaubriand, foi desclassificado na licitação para atender o SAS de Toledo e região. A reviravolta é uma vitória da luta dos(as) servidores(as) que há dois meses estão mobilizados(as) contra a fim dos atendimentos do SAS em Toledo.
Na primeira etapa da licitação, o Hospital Moacir Micheleto foi vitorioso, o que mobilizou os sindicatos, pois o centro médico não tem condições de atender a demanda dos(as) servidores(as) estaduais e seus familiares. O processo licitatório prossegue, o que exige manter a mobilização.
“Servidoras e servidores públicos estaduais de Toledo e região fizeram nos últimos dois meses uma luta sem tréguas, denunciando que o hospital que havia vencido a primeira etapa no processo de licitação não dispõe de estrutura e quadro clínico suficientes para atender os servidores da região”, diz Tereza Lemos, secretária de Saúde e Previdência da APP.
A luta valeu a pena. “Continuaremos atentos. Queremos que o hospital vencedor tenha condições de atender com dignidade nossa categoria”, afirma Tereza Lemos.
A luta pelo SAS de Toledo integrou os sindicatos de servidores(as), unindo à APP o Sinteoeste, o Sindarspen, Associação da PM, SindSaúde e Adunioeste, com apoio de vereadores e do Ministério Público. “Seguimos na luta para garantir mais qualidade no atendimento à saúde para os beneficiários do SAS, servidores e seus familiares da região de Toledo”, diz Tereza.
Mobilização
Em 10 de agosto, educadores(as) da rede estadual e outros(as) servidores(as) públicos(as) realizaram um ato em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Toledo, para manter os atendimentos do SAS no município e impedir a transferência para Assis Chateaubriand.
O Hospital Moacir Micheleto não teria condições de assumir os novos atendimentos, pois é de pequeno porte e acumula atendimentos particulares, pelo SUS e por convênios. Além disso, o centro médico não tem estrutura para atender casos de média complexidade.
Atualmente os(as) servidores(as) de Toledo são atendidos(as) pelo Hospital Bom Jesus, que faz cerca de 4 mil consultas por mês pelo SAS no Pronto Socorro, fora as demandas por especialidades médicas. São cerca de 5 mil exames laboratoriais e de 80 internamentos por mês.