Vigília da educação pressiona o governo e pede apoio dos(as) deputados(as) por data-base e valorização das carreiras

Vigília da educação pressiona o governo e pede apoio dos(as) deputados(as) por data-base e valorização das carreiras

Educadores(as) seguem mobilizados(as) e cobrando novos avanços das mesas de negociação

Além das vigílias na Assembleia Legislativa do Paraná, educadores(as) estão mobilizados(as) nas escolas paranaenses cobrando o cumprimento de itens da Campanha Salarial - Foto: Altvista/APP-Sindicato

Educadores(as) de todas as regiões do Paraná realizaram, nesta terça-feira (24), mais um dia de mobilização na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por justiça salarial. Os(as) profissionais cobram do governo estadual o pagamento da data-base para todo o funcionalismo, da ativa e aposentados(as), além de outras reivindicações da Campanha Salarial de 2026, por melhorias nas carreiras de professores(as) e funcionários(as) de escola.

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Durante a manifestação, os(as) trabalhadores(as) ocuparam as galerias da Alep com cartazes e palavras de ordem cobrando do governador Ratinho Jr. respostas para as pautas e envio dos projetos dentro dos prazos limites do calendário eleitoral deste ano. Sobre a data-base, a APP-Sindicato e o Fórum das Entidades Sindicais (FES) reivindicam o um índice acima da inflação do período e o compromisso de pagamento da dívida acumulada.

Pressão

Mobilizados(as) desde a aprovação da Campanha Salarial de 2026, em assembleia estadual realizada no dia 7 de fevereiro, os(as) educadores(as) completam hoje 45 dias de movimento. Durante esse período, a APP-Sindicato tem realizado trabalho de base nas instituições de ensino para engajar a categoria, além de manter pressão constante na Alep e buscar o diálogo com lideranças governamentais para assegurar o atendimento das pautas.

Os(as) educadores(as) pressionaram para que o governo encaminhe projetos sobre a data-base e uma reforma estrutural na carreira do magistério que garanta a equiparação salarial. Para os(as) funcionários(as) de escola, a exigência foca na correção das tabelas e no enquadramento por tempo de serviço.

A pauta também contempla demandas urgentes para os(as) aposentados(as), incluindo a reposição salarial e a aprovação de uma lei que assegure a correção específica para quem não possui paridade. Um ponto crucial é a revisão do desconto previdenciário, para que a taxação incida apenas sobre valores que ultrapassem o teto do INSS, atualmente em R$ 8.475,54.

A lista de prioridades se estende ao pagamento de promoções e progressões atrasadas, além do descongelamento de quinquênios e anuênios paralisados durante a pandemia. Segundo o sindicato, a ampla mobilização foi o que permitiu avanços recentes nas negociações sobre os itens da campanha deste ano.

Estado de greve

Reunidos em assembleia estadual extraordinária on-line no último sábado (21), os educadores decidiram suspender o início da greve, que estava previsto para esta segunda-feira (23). A categoria aprovou a manutenção do estado de greve e a continuidade das mobilizações nos próximos dias.

A decisão ocorreu após a pressão resultar em sinalizações positivas do governo em pontos da pauta. Com a deliberação, o sindicato está autorizado a convocar uma nova assembleia a qualquer momento, caso o governo não cumpra os compromissos anunciados até agora.

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