Transmissão discute a saúde mental nos espaços escolares

A live foi realizada em função do Dia Mundial da Saúde mental (10), instituído para conscientizar sobre a temática

O Dia Mundial da Saúde (10), instituído no ano de 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental, busca dar visibilidade aos cuidados com a saúde mental e sensibilizar a população sobre os problemas relacionados ao bem estar psicológico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os problemas de saúde mental são considerados uma prioridade, devido ao grande número de dias de incapacidade que o transtorno pode ocasionar.

Na educação, educadores(as) têm sofrido nos últimos anos, principalmente pela falta de suporte do estado para com os profissionais da área, além das jornadas exaustivas, falta de estabilidade (No caso dos PSS) e o ataque à direitos já adquiridos.

“A exploração do trabalho é uma das causas do adoecimento na nossa categoria. Temos professores(as) com salas de aulas super lotadas e também funcionários(as) que trabalham no limite da sobrecarga. A estrutura de prevenção e tratamento não acompanhou a realidade das escolas públicas do Paraná. O adoecimento mental e físico é uma realidade. Não bastasse isso, temos o assédio do governo: professores(as) que adoecem, no ano seguinte perdem o direito a aulas extraordinárias. O governo ainda que retira o tempo de preparo das atividades, a hora-atividade e agora quer acabar com o descanso das licenças especiais. Isso frusta, sobrecarrega, desesperança e adoece” explica o secretário de Saúde e Previdência professor Ralph Wendpap.

Para fomentar o debate com a categoria e alertar sobre o alto grau de adoecimento dos(as) trabalhadores(as) da educação, a APP-Sindicato promoveu uma live no dia Mundial da Saúde Mental com especialistas no assunto.

A médica do Trabalho, June Rezende, uma das convidadas enfatizou que as mulheres estão entre os(as) mais afetados(as) por problemas na saúde mental relacionados ao trabalho. “Esse agravo tem sido maior entre as trabalhadoras mulheres. Isso porquê existe toda uma desigualdade de gênero no trabalho, onde as mulheres ocupam postos onde são submetidas a uma hierarquia de controle, muito maior e sofrem assédio com maior frequencia sem falar de outras violências no ambiente de trabalho”.

O Psicólogo Luiz Alberto Jeremias, que também participou da transmissão, destacou que é importante que se fale sobre o tema e se debata a questão da saúde mental. “Precisamos tirar esse estigma sobre a questão da saúde mental. É importante conversar e se informar para que possamos melhorar as condições de saúde no ambiente de trabalho”.

Para conferir a gravação completa, assista o vídeo abaixo: