Transformar para avançar: dirigente da APP recebe homenagem pela luta por visibilidade LGBTQI+ APP-Sindicato

Transformar para avançar: dirigente da APP recebe homenagem pela luta por visibilidade LGBTQI+

Homenageados foram nomeados pela vereadora Giorgia Prates

Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

O dirigente da secretaria da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+, Clau Lopes, recebeu, na última sexta-feira (15), uma homenagem na Câmara Municipal de Curitiba. Na Sessão solene “Transformar para Avançar: A luta pela visibilidade LGBTQI+”, promovida pela vereadora Giorgia Prates, integrantes da comunidade foram reconhecidos(as) pela resistência em defesa da diversidade.

“Continuaremos nossa luta e a ocupar os espaços que também são nossos. Resistiremos aos ataques e aos discursos de ódio que a cidade curitibana nos submete. Faremos esse enfrentamento para garantir, que vocês que estão aqui hoje, continuem ocupando cada vez mais esse espaço, afinal, essa é a casa do povo e é a nossa casa”, disse Clau Lopes ao receber a homenagem. 

Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

A mesa diretora da noite foi composta por representantes da diversidade curitibana: a secretária nacional LGBTQIA+ Symmy Larrat; Fabian do Ibrat; Gisele, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PR; Fernando Ruthes, assessor de Direitos Humanos – Diversidade Sexual da Prefeitura de Curitiba; e pelo diretor-presidente da organização brasileira LGBTQIA+ Aliança Nacional; Toni Reis.

Violência

Os números da violência contra as pessoas LGBTI+ escancaram a necessidade de reflexão sobre gênero e diversidade sexual na comunidade escolar e em todos os setores da sociedade. 

O Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ aponta que 273 pessoas da comunidade morreram de forma violenta no Brasil em 2022, sendo 228 assassinatos, 30 suicídios e 15 mortes por outras causas.

“Os dados apresentados nesta pesquisa mostram como a violência contra a população LGBTI+ é parte de um contexto de LGBTI+fobia estrutural, definida como discriminação, aversão ou ódio, de conteúdo individual ou coletivo, baseado na inferioridade das pessoas LGBTI+ em relação a heterocisnormatividade”, diz o texto de apresentação da pesquisa.

A falta de medidas e ações que incluam essa população em políticas públicas propaga exclusão, violência e negação de direitos fundamentais, como a própria vida, aponta o Observatório. 

A inexistência de dados governamentais a respeito das mortes violentas de pessoas LGBTI+ e sua produção por movimentos sociais, coletivos e organizações não governamentais evidencia a falta de atenção do Estado à violação de direitos dessa população.

Professores(as) e estudantes 

A pesquisa detalha que das 273 vítimas fatais LGBTI+ em 2022, 14 eram professores(as), o equivalente a 5,13% do total. Onze vítimas eram estudantes (4,03% do total). Os números são especialmente preocupantes se considerarmos que 171 vítimas (62,64%) não tinham ocupação conhecida. Considerar apenas as pessoas com ocupação conhecida praticamente triplicaria os percentuais de vítimas, professores(as) e estudantes. Estes dois grupos só têm menos mortos que os profissionais do sexo, com 24 vítimas.

 

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