Trabalhadores(as) terceirizados(as) realizam atos e denunciam calote das empresas contratadas por Ratinho Jr.

Trabalhadores(as) terceirizados(as) realizam atos e denunciam calote das empresas contratadas por Ratinho Jr.

Segundo funcionários(as) presentes no ato, além de atrasar pagamentos a empresa Especialy pagou pela metade benefícios como o vale-refeição

Cansados dos atrasos, cortes de benefícios e falta de respeito, funcionários(as) terceirizados(as) da empresa Especialy promoveram atos e paralisações na manhã desta quarta-feira (13).

Os trabalhadores(as) denunciam atrasos recorrentes no pagamento dos salários, e o recebimento de benefícios pela metade do valor acordado, como o vale-refeição. A empresa atende as regiões de Assis, Cianorte e Goioerê.

Além da Especialy, contratados(as) pela Soluções, que atende as regiões de Maringá e Ponta Grossa, também sofrem com atrasos. A falta de pagamento tem gerado dificuldades e revolta, já que as contas e a compra do mês não se pagam sozinhas.

Maria Cleudiney Rodrigues, funcionária da limpeza terceirizada, participou do ato em frente ao Colégio Estadual Quintino Bocaiuva, de Ubiratã. Ela conta que a mobilização continuará nos próximos dias até que a empresa atenda as reivindicações.

“O secretário da Educação diz na mídia que está tudo certo nas escolas, mas não leva em consideração que são funcionários da limpeza, merendeiras, porteiros e trabalhadores(as) do administrativo que ficam sem salário. Quem vai higienizar as escolas e garantir a biossegurança, se não estes que estão sem receber?”

A secretária de Funcionários(as) da Educação da APP, Nádia Brixner, lembra que, apesar de não representar os(as) funcionários(as) terceirizados(as) (que se organizam sob o Siemaco), o Sindicato se solidariza à luta e está cobrando providência imediata à Secretaria da Educação.

“Desde o início do projeto de terceirização denunciamos que este tipo de problema aconteceria. É muito grave pois  são empresas licitadas pelo Estado, que podem continuar a descumprir suas obrigações trabalhistas por anos a fio”, afirma.

Terceirização gerou falta de trabalhadores(as) em plena pandemia

A APP-Sindicato segue empenhada na revogação da Lei da Terceirização, que só tem agravado os problemas da rede estadual.

Os problemas começaram já no processo de contratação de funcionários(as), que demorou a acontecer e resultou em poucos(as) trabalhadores(as) e muitos postos vazios nas escolas.

A Seed precisou abrir uma nova convocação de funcionários(as) no regime PSS para sanar a demanda, demonstrando que a lei de terceirização mais atrapalhou do que ajudou. Além disso, as empresas custam aos cofres públicos R$ 10 milhões a mais por mês em comparação com a contratação direta via processo simplificado.