Inaugurado em 14 de julho de 1909, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é fruto de uma ampla modernização do centro da cidade. Nesse contexto, foi realizado um concurso para a construção de um novo teatro. Quem ganhou o projeto foi Francisco de Oliveira Passos, com colaboração de Albert Guilbert, inspirados na Ópera de Paris.
Construído no estilo Art Nouveau, a fachada do teatro tem esculturas de figuras alegóricas representando a música, a dança, o teatro e a tragédia. Estando ricamente ornamentado por colunas, esculturas, pórticos e vitrais. Suas paredes são enfeitadas por pinturas de artistas renomados da época: Henrique Bernardelli, Rodolfo Amoedo e Eliseu Visconti.
Originalmente, tinha capacidade para 1.739 espectadores e hoje comporta 2.361 pessoas.
Em 1975, o teatro foi fechado para reformas, reabrindo em 1978.O teatro conta com os seguintes corpos artísticos: Orquestra Sinfônica, Coro e Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro – RJ. CEP 20031-050.
Contato: (21) 2332-9134
Funcionamento: Diariamente a bilheteria abre às 10h e os ingressos são disponibilizados para o dia. Visitas guiadas são gratuitas para ONGs, instituições de ensino sem fins lucrativos e escolas públicas, mediante agendamento pelo e-mail: [email protected]
Espetáculos
1909 – Concerto inaugural com artistas nacionais e internacionais.
1943 – Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues.
1978 – Otello, com Leila Guimarães.
2014 – La Bayadère (Corpo de Ballet do Theatro Municipal).
2021 – Balés de repertório (Corpo de Ballet do Theatro Municipal).
2025 – Concerto “Uma Noite Vienense” – Orquestra Sinfônica e soprano Michele Menezes.
Trecho da peça:
(MANUEL) Foi isso mesmo, João. Esse é um de meus nomes, mas você pode me chamar também de Jesus, de Senhor, de Deus… Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel, porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. Mas você, se quiser, pode me chamar de Jesus.
(JOÃO GRILO) Jesus?
(MANUEL) Sim.
(JOÃO GRILO) Mas, espere, o senhor é que é Jesus?
(MANUEL) Sou.
(JOÃO GRILO) Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?
(JOÃO GRILO) Porque… não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.
(p.147,148)
Dicas para sala de aula
Área de Linguagens
(Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física)
O Rio de Janeiro foi palco de grandes revoluções estéticas. Em 1943, o Theatro Municipal recebeu a histórica estreia de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues (1912-1980), obra que inaugurou a modernidade no teatro brasileiro ao dividir o palco em três planos: realidade, memória e alucinação.
Essa força narrativa dialoga com a riqueza do texto de Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida e com a poesia urbana e musical de ícones cariocas como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque, Cartola e Dona Ivone Lara, mestres que deram voz à Bossa Nova e ao Samba de Raiz. Essa efervescência sonora renova-se continuamente na cena contemporânea, conectando a tradição de Anitta, Ludmilla e Gloria Groove à cultura pop e às vozes que ecoam dos morros e asfalto do Rio para o mundo.
Toda essa potência artística e musical encontra o seu ápice no Carnaval do Rio de Janeiro. Nas passarelas do samba e nos blocos de rua, a narrativa dos enredos transforma o Sambódromo em uma verdadeira ópera popular, onde literatura, artes plásticas e história do Brasil se entrelaçam em um espetáculo monumental.
Na expressão corporal, a tradição do Ballet do Municipal e a performance olímpica de Rebeca Andrade unem-se às linguagens urbanas mais atuais: o Passinho e o Breaking, que transformaram as batalhas de dança cariocas em arte de alta performance e patrimônio cultural.
Somando-se a essa energia do corpo em movimento, o Rio consolida-se como capital dos esportes ao ar livre e de praia. Das ondas icônicas de Saquarema – o “Maracanã do Surfe” e palco da World Surf League – às areias de Copacabana e Ipanema, berço do vôlei de praia e do futevôlei, a cidade forma atletas de elite que dominam as arenas internacionais e se tornaram fenômenos de público e nas redes sociais.
Saiba mais:
Nelson Rodrigues e o teatro moderno
Bossa Nova
Carnaval e tradições
Rebeca Andrade e a Ginástica
Passinho e a Dança Urbana
Esportes na Orla do Rio de Janeiro
Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
(Filosofia, Geografia, História e Sociologia)
A inauguração do Theatro Municipal integrou o projeto de reestruturação do Centro do Rio inspirado nas reformas de Haussmann em Paris. A tentativa de erguer uma “capital cosmopolita” contrastou com o deslocamento da população mais pobre para os morros e com o nascimento do samba urbano.
Geograficamente marcada pela Baía de Guanabara e pelo Maciço da Tijuca, a cidade preserva contradições históricas e sítios de memória fundamentais, como o Cais do Valongo, porta de entrada do maior contingente de africanos escravizados nas Américas e Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A vocação da cidade para o protagonismo político continuou a se manifestar ao longo do século XX. O Forte de Copacabana tornou-se palco do levante dos 18 do Forte (1922), momento do movimento tenentista que abalou a Primeira República. Mesmo após a perda do status de sede do governo federal com a mudança da capital para Brasília em 1960, o Rio de Janeiro manteve-se firme como o coração cultural e o grande palco das manifestações políticas do país.
Saiba mais:
Belle Époque brasileira
Baía de Guanabara e fundação do Rio de Janeiro
Cais do Valongo e Memória
Revolta do Forte de Copacabana
A transferência da Capital para Brasília
Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
(Biologia, Física e Química)
A ciência fluminense reflete a união entre o patrimônio histórico e a vanguarda tecnológica. A conservação da fachada eclética e dos vitrais do Theatro Municipal hoje aplica a química de nanomateriais para combater o intemperismo salino.
Na saúde e biologia, o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) lidera inovações globais como o método Wolbachia no combate à dengue, enquanto o Jardim Botânico do Rio monitora a regeneração da Mata Atlântica através de sensoriamento remoto e física de ondas (LiDAR e satélites).
Essa liderança em questões socioambientais ganhou projeção internacional com a realização da Cúpula da Terra, a histórica Eco-92 (Rio-92), evento que consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e estabeleceu as diretrizes globais para a preservação do planeta.
Saiba mais:
Área de Matemática e suas Tecnologias
Na vanguarda tecnológica, a capital fluminense sediou a criação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), centro de excelência internacional que desenvolve algoritmos de inteligência artificial, criptografia de dados e modelagem preditiva para prever eventos climáticos extremos.
Na mecânica espacial, a matemática da localização geográfica coloca o Brasil na rota dos lançamentos orbitais: no Centro de Lançamento de Alcântara, a proximidade com a Linha do Equador.
Saiba mais:
IMPA





















