Terceirizações: comunidade escolar do CAP de Maringá cobra contratação de Funcionários(as) de Escola

Terceirizações: comunidade escolar do CAP de Maringá cobra contratação de Funcionários(as) de Escola

A unidade que já chegou a ter 12 trabalhadores(as), conta apenas com 3 funcionários(as) para realizar a manutenção do espaço

O problema com a falta de funcionários(as) de escola no Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP) de Maringá está gerando um rebuliço no município. No último dia 12 (quinta-feira), educadores(as), estudantes, pais e mães se mobilizaram para denunciar o descaso na unidade.

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A escola, que já teve cerca de 12 trabalhadores(as) para cuidar do espaço de mais de 4 mil m² de área, conta com apenas 3 terceirizados(as) no momento. A situação ficou tão crítica, que os(as) estudantes realizaram um mutirão para auxiliar na manutenção da escola.

Segundo Thiago Fanelli Ferraiol, que é professor da Universidade Estadual de Maringá e pai de uma estudante do CAP, foi criado um grupo com membros da comunidade escolar para exigir que a Seed tome providências sobre os problemas da escola.

“Conversamos bastante com a diretora para saber se a situação foi resolvida, e sempre tivemos negativa. Na Seed e no MP as coisas também não avançam com a urgência necessária. Por isso decidimos fazer a manifestação e continuaremos fazendo outras ações exigindo respeito aos(às) estudantes, professores(as), funcionários(as), enfim, à toda a comunidade”, explica Ferraiol.

O professor destaca que pais, mães e responsáveis avaliam que a terceirização na escola deu errado e por isso o governo precisa rever essa política. 

“No grupo de pais, avaliamos que todos(as) dentro da escola têm que ter uma condição digna de trabalho, e por isso somos contra a terceirização. Além disso, todos os que lá trabalham, incluindo conzinheiros(as), zeladores(as), secretários(as), são parte do corpo educativo da escola, e estão ali não como simples prestadores de serviço”, enfatiza Thiago.

Mais terceirizações, menos funcionários(as)

As terceirizações têm sido uma pedra no sapato dos educadores(as), que se vêem cada vez mais desamparados, já que as empresas não fornecem um número suficiente para completar o quadro nas escolas.

Os problemas atingem todo o Paraná, conforme já denunciamos no nosso site. Ainda segundo a pesquisa da APP-Sindicato sobre as condições das escolas paranaenses, dos 1,8 mil educadores(as) responderam a uma pergunta opcional e aberta , 22,5% relataram problemas com a terceirização.

“A situação é muito grave, pois temos escolas sem funcionários(as) e também trabalhadores(as) trabalhando de maneira muito precária. Nós não podemos aceitar esta situação, precisamos cobrar do governo uma resolução para estes problemas”, ressalta a secretária de Formação Política Sindical e Cultura do NS de Maringá, Edna dos Reis Queiroz.

Câmara Municipal também cobra respostas

A denúncia dos problemas no Colégio de Aplicação Pedagógica também chegou na Câmara Municipal de Maringá. 

A vereadora e presidente da Comissão de Educação da Câmara de Maringá, Professora Ana Lúcia, além de participar da mobilização, denunciou em tribuna livre o desmonte em curso da educação pública.

“Os servidores e todas as famílias dos 1.372 estudantes do CAP/UEM convivem há anos com falta de investimentos de toda ordem na escola, sofrem com processo de terceirização, com péssimos salários e falta de reposição salarial, assim como todos os demais servidores(as) estaduais. Infelizmente estamos assistindo a um desmonte total da educação no Paraná”, declarou a Professora Ana Lúcia.

A comissão de educação da Câmara também encaminhou um ofício ao Núcleo Regional de Educação – NRE de Maringá e Secretaria de Estado da Educação solicitando a contratação imediata de servidores, melhores salários às (aos) servidoras (es), fim das terceirizações, investimentos públicos na escola e melhoria na infraestrutura.


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