Solidariedade da APP-Sindicato pelo falecimento do ativista trans Paulo Vaz

Solidariedade da APP-Sindicato pelo falecimento do ativista trans Paulo Vaz

A APP defende que o respeito seja o alicerce da sociedade, valorizando sempre a igualdade e pluralidade na coletividade

Foto: Divulgação

Um adeus de luta ao saudoso Paulo Vaz (Popó Vaz), de 36 anos, ativista pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, principalmente das pessoas trans. O mineiro de Belo Horizonte escreveu parte da sua história junto ao seu companheiro Pedro HMC, do canal Põe na Roda.

Paulo Vaz era policial civil em São Paulo, por sinal, um dos poucos homens transexuais que trabalhavam na polícia.

Popó era uma figura conhecida por sua influência nas redes sociais (@popo_vaz) ao combate à transfobia e pessoas transmasculinas. Estampou a sua imagem em várias campanhas publicitárias em defesa dessa visibilidade trans. Como o descrevem: um verdadeiro salva-vidas!

Também é lembrado por aparecer em um vídeo fardado beijando outro homem na boca no Metrô de São Paulo em 2018, para apoiar um agente de segurança que estava sendo alvo de ataques homofóbicos.

O secretário executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP, Clau Lopes, indigna-se com os discursos de ódio que doem demais. “A população LGBTI (e todas as letras) precisa ter um escudo a todo momento; um verdadeiro colete protetor de bala, para minimamente se defender de todos os ataques, em especial a população trans que são tão atacados e humilhados. A maior arma de mutilação é o preconceito exposto e velado”.

A APP-Sindicato transmite os sentimentos e condolências para toda a família e amigos(as). A APP grita que não aceita preconceito na escola e pede que todos(as) tirem um tempo para escutar a população trans e que tenham sensibilidade para a inclusão. Nossa defesa é pelo respeito, igualdade e pluralidade na sociedade.

Paulo deixa um legado nesta história de reconhecimento. “Paulo era querido e amado por todas a sua volta. Ativista engajado e dedicado a luta trans, sempre fez questão de construir pontes, atuar no enfrentamento da transfobia e em defesa das pessoas transmasculinas”, escreveu a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Paulo, presente!

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