Solidariedade à greve dos trabalhadores dos Correios de todo o Brasil

Os trabalhadores não receberam apoio especial diante da pandemia e trabalham nas ruas das cidades

Foto: Divulgação

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, se solidariza de forma incondicional ao movimento grevista dos/as trabalhadores/as da Empresa de Correios e Telégrafos – ECT. Totalmente desamparados pelo atual Governo Federal, esses/as trabalhadores/as não receberam nenhum apoio especial diante da pandemia do Coronavírus, já que têm que exercer suas atividades nas ruas das cidades brasileiras e ainda tiveram que assistir a empresa entrar com dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho contra o acordo coletivo firmado junto aos sindicatos nos Estados.

Trata-se de uma estratégia clara e explícita, enunciada publicamente pelo próprio Presidente Bolsonaro ainda em seu primeiro ano de governo, de sucatear os serviços prestados pela empresa para, assim, justificar seu intento em privatizá-la. De 2017 a 2018, o governo do presidente golpista Michel Temer fechou mais de 300 agências dos Correios em todo o país. Esse processo de sucateamento deliberado prosseguiu com muita força durante o Governo Bolsonaro.

A ECT é uma empresa pública brasileira das mais antigas que temos no país e cumpre um papel fundamental para o conjunto da sociedade brasileira, para muito além de sua função principal de executar o sistema de envio e entrega de correspondências no país. Em milhares de municípios brasileiros, o Banco Postal cumpre a função de ser o único correspondente bancário da localidade. A sua vasta de rede de unidades próprias e franqueadas permite ao Governo Federal, por exemplo, o cumprimento e atendimento de vários dos programas sociais brasileiros ao longo dos anos.

A ameaça permanente de privatização dessa empresa, recrudescida agora pelo atual Governo Federal, deixará à mercê da própria sorte milhares de municípios, atacando de forma contundente a função social dos Correios. Mas não menos importante é a condição de trabalho oferecida pela empresa aos seus/uas trabalhadores/as que, diuturnamente, são expostos aos riscos do Coronavírus nas ruas brasileiras. Os/as educadores/as de todo o país estão ombreados com a luta travada pelos/as companheiros/as ecetistas! Somos todos e todas Correios! Público e forte para valorizar seus/uas trabalhadores/as e, assim, continuar prestando um serviço de excelência!

Fonte: CNTE