Só a união dos(as) educadores(as) é capaz de desmontar a estratégia de um governo que impõe seus desmandos ameaçando e chantageando os(as) trabalhadores(as)

Só a união dos(as) educadores(as) é capaz de desmontar a estratégia de um governo que impõe seus desmandos ameaçando e chantageando os(as) trabalhadores(as)

Presidenta da APP, Walkiria Mazeto, alerta que ameaça de vender escolas públicas exige união e coragem da categoria

O momento histórico exige união e coragem dos(as) educadores(as) para reagir e enfrentar mais um ataque do governo Ratinho Jr à educação. A ameaça de vender escolas públicas impõe a necessidade de mobilização de professores(as), pedagogos(as) e funcionários(as) de escola.

A professora e presidenta da APP, Walkiria Mazeto, aponta que só a união da categoria é capaz de desmontar a estratégia de um governo que impõe seus desmandos ameaçando e chantageando os(as) trabalhadores(as).

“Sozinho é mais fácil ser punido. Todos juntos, o estado não tem condição de punição. Ele não vai demitir 60 mil professores(as), não vai demitir 30 mil PSS, não vai demitir 15 mil funcionários(as) de escola”, afirma.

É necessário superar o medo para sair da defensiva, reforça Walkiria. “Nós precisaremos nos desafiar nesse momento a enfrentar essa estratégia usada pelo estado contra nós. Não é possível que nós sejamos mais de 60 mil professores(as), mais de 15 mil funcionários(as), chegando a quase 80 mil trabalhadores(as) da educação, e possamos nos submeter a essa estratégia do medo”, argumenta.

Walkiria reconhece que os(as) educadores(as) vivem um momento de cansaço e adoecimento, que devem ser superados. “Estamos esgotados(as). Parece que é final de ano, mas ainda estamos em maio. Ou a gente enfrenta isso coletivamente ou a gente vai sucumbir”, observa.

A presidenta cita Margarida Alves, trabalhadora rural e sindicalista que inspirou a Marcha das Margaridas, para animar os(as) educadores(as) para a mobilização: “Medo a gente até tem, mas não usa”.

“Vamos ter que nos juntar, naquilo que ainda resta de nós, da força, da coragem, porque sozinho é mais fácil ser punido. Todos(as) juntos(as), o estado não tem condição de punição”, reforça Walkiria.

Solidariedade é outra exigência para a luta coletiva, ressalta a presidenta. “Nós não somos profissionais qualificados(as) para passar medo e ser ameaçados(as) e chantageados(as) por um estado que não tem preocupação com a aprendizagem de nossos estudantes. Temos que olhar a nossa condição de trabalho, olhar para nossos pares dentro das escolas, fortalecer aqueles que estão mais adoecidos, a gente tem que ter solidariedade e dividir o trabalho, mas fazer o enfrentamento coletivo”, convoca.

 

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