SISMUC abre vaquinha para auxiliar dirigentes vítimas de incêndio em Curitiba APP-Sindicato

SISMUC abre vaquinha para auxiliar dirigentes vítimas de incêndio em Curitiba

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros do Paraná, há indícios de incêndio criminoso

Foto: Arquivo Pessoal

No último dia 3 de janeiro, a residência de duas dirigentes do Sindicato Municipal dos Servidores Municipais de Curitiba (SISMUC), companheiras de luta em defesa do funcionalismo, sofreu um incêndio. Elas perderam quase todos os seus itens domésticos, como colchão, sofá, armários e todos os itens pessoais, como roupas e calçados.

Juliana Mildemberg e Loide Ostrufka não ficaram feridas, pois estavam retornando de viagem a Brasília para acompanhar a posse do presidente Lula. 

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As colegas precisam de ajuda para recompor as perdas. O SISMUC abriu uma vaquinha online para receber doações. Para doar acesse o link https://www.vakinha.com.br/3371338.

Já aqueles que preferem doar itens de higiene, utensílios domésticos ou itens pessoais podem procurar a direção do sindicato no endereço R. Monsenhor Celso, 225. As doações poderão ser feitas a partir das 8h da manhã de hoje (4).

Indícios de incêndio criminoso

De acordo com o laudo do Corpo de Bombeiros do Paraná, há indícios de incêndio criminoso, uma vez que para iniciar o fogo, foram utilizados objetos pessoais e de militância política, como a bandeira da CUT, livros e roupas das dirigentes. Também foram utilizados arquivos pessoais relacionados à luta dos(as) trabalhadores(as) do serviço público municipal.

Os fatos foram registrados no 4º Distrito Policial de Curitiba, que instaurou um inquérito para investigação.

O representante do Conselho Permanente dos Direitos Humanos do Paraná (COPED) e secretário Executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+, Clau Lopes, destaca que têm acompanhado o caso desde o primeiro momento em que foi comunicado pelas dirigentes e ressalta que não há dúvidas sobre a motivação do crime.

“Há fortes indícios de que este é um crime de cunho político, até porque pegaram as bandeiras de lutas e do movimento sindical, do movimento LGBTQIP+ e colocaram em um dos quartos e atearam fogo. Agora é um momento de cobrar por justiça, mas também de solidariedade, pois não estamos sozinhos e temos a unidade do nosso povo por uma sociedade sem violência e livre do ódio político”, explica Clau Lopes.

A APP-Sindicato salienta que é preciso cobrar celeridade na identificação dos(as) autores e que a justiça garanta que representantes dos(as) trabalhadores(as) não sejam intimidados(as) a partir de ataques de caráter criminosos.


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