Dirigentes da APP-Sindicato e da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feaconspar), entidade que congrega todos os Siemacos do estado, o Sineepres e Sindaspel, que representam os(as) funcionários(as) terceirizados(as) que trabalham nas escolas da rede estadual, se reuniram para compartilhar informações e construir estratégias conjuntas para defender os direitos desses(as) trabalhadores(as).
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“Esta reunião foi fundamental para que possamos juntar forças e dar respostas aos questionamentos que os colegas funcionários terceirizados fazem sempre que vamos às escolas”, explica a secretária de Administração e patrimônio da APP-Sindicato, Nádia Brixner. Ela relata que a produção de um dossiê com as irregularidades apuradas pelas entidades sindicais foi um dos encaminhamentos do encontro.
Falta de pagamento, não disponibilização de documentos legais, como o contrato de trabalho, o holerite, férias, descontos indevidos, falta de funcionários, assédio da empresa sobre os(as) trabalhadores(as), descontos indevidos de atestados médicos, demissões arbitrárias, foram as principais situações levantadas.
As informações serão reunidas em um documento e denunciadas ao Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas. Os departamentos jurídicos das entidades também vão construir outro documento, investigativo e de denúncia, com as infrações legais detectadas ao longo do processo de terceirização e dar celeridade a medidas judiciais cabíveis. A reunião foi realizada no dia 6 de outubro na sede do Siemaco de Ponta Grossa.
Respeito aos(às) trabalhadores(as)
A presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, destaca que essa iniciativa, além de promover uma aproximação entre os sindicatos, vai atuar diretamente na defesa de direitos e na garantia da dignidade de todos os(as) trabalhadores(as).
“Nós defendemos a realização de concurso e valorização da carreira, mas até que essa reivindicação não seja restabelecida para esses cargos, nós estamos buscando formas de garantir um trabalho digno e o respeito aos direitos desses trabalhadores que estão sendo contratados de forma terceirizada para atuar nas escolas”, afirma.
Walkiria relata que os ataques e o desrespeito aos(às) trabalhadores(as) é uma marca da gestão do governador Ratinho Jr. (PSD) e, portanto, precisa ser combatido por todos(as), porque ocorre em todas as formas de contratação, por concurso público ou terceirizado.
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