Série conta rotina de profissionais da Educação no trabalho remoto

Série conta rotina de profissionais da Educação no trabalho remoto

Intitulada “Trabalho remoto é TRABALHO”, a série vai apresentar, a cada dia, a rotina de um profissional da Educação

Arte: Luiz Fernando Cardoso

O Paraná teve, nesta terça-feira (9), o maior número de óbitos pela covid-19 desde o início da pandemia. Foram 5.349 novos casos, com 212 mortes decorrentes da infecção causada pelo novo coronavírus. Os números revelam que, neste momento, não há condições mínimas de segurança para a retomada das aulas presenciais.

Enquanto a vacina não chega para os profissionais da Educação, a única alternativa segura para a continuidade das aulas é o trabalho remoto. Nesta quarta (10), a APP-Sindicato Maringá inicia a publicação de uma série de matérias para contar como é a rotina dos educadores na atividade profissional, a partir de suas casas.

“Muitas pessoas acham que o professor está sem trabalhar na pandemia. Além disso não ser verdade, é uma grande injustiça com os profissionais de Educação, que estão fazendo o que podem pelos alunos”, diz a professora Vilma Garcia, presidenta da APP-Sindicato em Maringá. “Essa série vai mostrar à população como tem sido puxada a jornada de trabalho da categoria neste momento em que o isolamento social é fundamental para salvar vidas”, acrescenta.

Intitulada “Trabalho remoto é TRABALHO”, a série vai apresentar, a cada dia, a rotina de um profissional da Educação. O leitor vai se surpreender com uma realidade oculta para o grande público: no trabalho remoto, trabalha-se muito mais. Por conta do atendimento a pais, mães e alunos, o expediente costuma avançar para bem além do horário regular de trabalho.

A série trará a história de pelo menos sete entrevistados, que contarão suas vivências desde a adaptação ao novo formato de trabalho até dificuldades comuns a todos, como a falta de condições mínimas de trabalho. “Computador, câmera e microfone? São coisas que tive de comprar, porque o governo não ajudou com nada”, diz um dos professores entrevistados.

Na série, os profissionais da Educação também falam da dificuldade dos alunos, em especial daqueles de famílias mais pobres. Cada qual dá, ainda, sua opinião sobre o retorno das aulas presenciais, que estão liberadas pelo Estado a partir desta quarta. Em Maringá, a atividade segue suspensa por força de decreto municipal.


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