Sem água e sem respeito: estudantes de Escola do Campo de Cascavel lutam pelo direito à educação

Sem água e sem respeito: estudantes de Escola do Campo de Cascavel lutam pelo direito à educação

O prédio, erguido por quatro comunidades de assentados(as), é edificado em madeira e sofre com a ação do tempo e a indiferença do governo Ratinho Jr.

Problemas no abastecimento de água, frestas nas paredes, portas que não fecham, janelas caindo e transporte escolar precário. Esta é a situação do Colégio Estadual do Campo Aprendendo com a Terra e com a Vida, de Cascavel.

Cansados(as) do descaso do Estado, alunos(as) realizaram uma mobilização em frente à escola nesta quarta-feira (13). O que a comunidade pede é o mínimo: recursos e melhores condições para a garantia do acesso à educação.

Os prédios, erguidos por quatro comunidades de assentados(as), são edificados em madeira e sofrem com a ação do tempo e a indiferença do governo Ratinho Jr. Cada vez que acaba a água, os estudantes ficam sem aulas.

“Em dias de chuva as crianças se molham para ir ao refeitório e outros espaços. Em dia de sol a falta de ventiladores e a poeira causam doenças respiratórias. As estradas não têm condições e os transportes deixam os alunos no meio do caminho”, conta Veronica de Almeida, mãe de três alunos(as).

Nesta noite, a porta de uma das salas foi ao chão em meio ao vendaval que atingiu a região.

“Nós como comunidade já buscamos muito por ajuda sempre obtivemos a mesma resposta: dizem que estamos em uma área ilegal. Mas já estamos há mais de 17 anos aqui”, desabafa.

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Para concluir, apenas duas funcionárias terceirizadas precisam dar conta de todo o espaço escolar, inviabilizando o cumprimento dos protocolos de biossegurança.

“Estar dentro de um assentamento não pode ser razão para o descaso que essa instituição vem sofrendo. Se é direito de todos, então, cabe ao Estado cumprir seu papel. (…) Que o governador Ratinho Junior e seus secretários tenham sensibilidade e atendam a demanda desse colégio, que é urgente”, afirma manifesto assinado coletivamente pela comunidade.

>> Leia a íntegra do Manifesto aqui