Ratinho Jr. quer fechar escolas tradicionais de Curitiba

Em documento enviado ao NRE de Curitiba, o governo Ratinho Jr. pretende fechar escolas para reduzir custos com a Educação

Foto: APP-Sindicato

O governador Ratinho Jr, junto com o secretário da Educação, o Empresário Renato Feder, intensificam os ataques a educação neste final de ano e durante o período de pandemia. Em documento assinado na última sexta-feira (20), a Secretaria de Estado da Educação e Esportes (Seed) orienta ao Núcleo Regional de Curitiba (NRE), o fechamento de 7 escolas, dificultado o acesso de estudantes em colégios tradicionais de Curitiba. A APP-Sindicato é contra o fechamento de escolas, e destaca que a medida precariza ainda mais a educação pública.

Sem escutar Professores(as), Funcionários(as) de Escola, estudantes, pais e a comunidade escolar, a Seed o argumento de “otimizar” prédios escolares, aprofunda a política de redução de cortes na educação pública, contrariando a necessidade de investimento na pasta. 

A direção estadual da APP-Sindicato aponta que o fechamento destas escolas interferem na gestão democrática da educação pública e destaca que todo fim de ano, o governo apresenta a mesma proposta. 

“A Seed mais uma vez atropela o debate e interfere na gestão democrática das escolas, penalizando estudantes que necessitam dessas escolas para dar continuidade aos seus estudos. Ratinho Jr. desaloja escolas tradicionais, com história e prefere fechar estas instituições de ensino em vez de implantar escolas em tempo integral, já que a Seed alega que existe espaço ocioso. A ampliação da carga horário nestas escolas poderia atender os(as) pais e melhorar a qualidade de ensino dos(as) alunos(as). Somos contra o fechamento de turmas e escolas e o governador deveria ampliar a qualidade e a oferta”, destaca a secretária Educacional, Tais Mendes.

A APP-Sindicato ressalta que tomará medidas para evitar o fechamento de escolas e resistir ao sucateamento da educação, que se acentuou no governo Ratinho Jr e salienta que a gestão não pode tratar a educação como custo adicional.

Confira a orientação na íntegra aqui.