Saúde mental é uma das pautas de mobilização do dia dos servidores(as)

O ato ocorre no dia 28 de outubro, em frente ao Palácio Iguaçu e reunirá diversas categorias do funcionalismo público

Foto: APP-Sindicato

A precarização do trabalho, a retirada de direitos e a perseguição com os(as) trabalhadores(as) do estado vêm gerando um grande desgaste emocional para o funcionalismo público. No último ataque do governo Ratinho Jr, o direito à licença especial foi extinto no dia dos(as) professores(as) (15), sendo substituído pela “licença capacitação”, mais conhecido como “licença enganação”.

Desta forma, a licença que antes era utilizada para que o(a) servidor(a) pudesse descansar e se restabelecer mentalmente, hoje só poderá ser usufruído mediante a apresentação de um curso de capacitação, de no mínimo 90h e apenas para aqueles que já fazem parte do quadro de funcionários(as) do estado. Já aqueles(as) que entrarem por meio de concurso nos próximos anos, não terão direito a usufruir desta licença.

Para denunciar esta e outras medidas que pioram ainda mais o quadro de saúde dos(as) servidores(as), a APP-Sindicato junto com as demais entidades que integram o Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES), promovem um ato público em frente ao Palácio Iguaçu,  em função do dia do servidor(a), comemorado no dia 28 de outubro.

“Se comemora o dia do servidor(a) público, mas nós não temos o que comemorar. Ao invés de termos uma valorização, estamos lidando com uma desvalorização do(a) trabalhador(a), com ataques de diversas formas e estamos preocupados com a questão do adoecimento e o sofrimento mental da categoria”, explica Ralph Wendpap, secretario de Saúde e Previdência da APP-Sindicato.

Ralph Wendpap ressalta ainda, que o alto índice de suicídio entre os setores do funcionalismo público é alarmante e deve ser visto com mais atenção por parte dos governantes. “Temos um alto índice de suicido na polícia militar, dos(as) policiais civis, dos(as) agentes penitenciários, dos(as) funcionários(as) da saúde e dos(as) profissionais da educação, com destaque para os(as) professores(as). Só no ano passado tivemos 15 suicídios de professores(as) no Paraná. Então nós estamos com essa preocupação e vamos chamar a atenção para este sofrimento mental e para o suicídio, do perigo que o(a) servidor(a) está correndo”

O secretario informa ainda que o sofrimento mental também pode afetar fisicamente, ocasionando grandes tragédias. “Nós temos professores(as) morrendo por infarto em plena sala de aula, durante o trabalho. Temos pessoas com diabetes, com pressão alta. São todos sofrimentos que acabam ocorrendo em função do sofrimento psíquico, então estamos chamando bastante a atenção para isso”.

Após o ato, que tem início às 09h da manhã, os servidores(as) presentes acompanharão a sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), às 14h, onde será denunciado o adoecimento da categoria em plenário.

“Convidamos os(as) professores(as), funcionários(as) para que junto com todo o funcionalismo possamos alertar a população, o governo e os(as) deputados(as) de que precisamos mais atenção. Afinal, para quê existe o governo se não é para dar um ensino de qualidade? Para quê existe um governo se não é para dar saúde para o povo? Para quê existe um governo se não dá segurança, se não controla a qualidade dos alimentos? Então precisamos de servidores(as) valorizados para que possamos oferecer um bom trabalho para a população. O funcionalismo público é necessário para o povo”, completa Wendpap.

A APP-Sindicato produziu um conteúdo sobre o adoecimento da categoria no Paraná. Acesse o link e confira a matéria completa.