Salário no chão: política econômica de Bolsonaro coloca trabalhador(a) no pior dos mundos

Salário no chão: política econômica de Bolsonaro coloca trabalhador(a) no pior dos mundos

Taxas de inflação baixas no último trimestre dificultam correção de salários defasados pela alta de preços anterior

A política econômica do governo federal tem colocado os(as) trabalhadores(as) no pior dos mundos em 2022. Depois de subir assustadoramente no primeiro semestre, os preços caíram um pouco nos último trimestre. Isso derrubou as taxas de inflação, utilizadas para corrigir os salários, criando um cenário que dificulta a recuperação dos ganhos dos(as) trabalhadores(as).

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A deflação acompanhada de preços altos é tema de matéria no site da CNTE. “A inflação oficial do Brasil registra deflação pelo terceiro mês seguido, mas a população, em especial a de baixa renda, não sente a queda dos preços em seu dia a dia e continua achando que os preços estão pela hora da morte”, diz o texto.

O maior impacto na queda da inflação foi a derrubada dos preços dos combustíveis, em pleno período eleitoral. Os(as) que ganham menos não têm carro e não sentiram tanto a queda dos preços da gasolina como os mais ricos. 

A reportagem da CNTE aponta que os(as) trabalhadores(as) que ganham menos não foram beneficiados(as) pela queda de preços. “Os trabalhadores de menor renda usam a maior parte do salário para comprar alimentos, que subiram demais e precisam cair muito para voltarem aos preços cobrados antes da disparada da inflação”, justifica.

Leandro Horie, técnico do Dieese, aponta que o rendimento médio real do(a) trabalhador(a) encolheu 4,27% de janeiro de 2020 a setembro de 2022. No mesmo período, a inflação subiu 19,70%, a cesta básica 45,07%, o gás de cozinha 61%, o leite longa vida 84,20%, o óleo de soja 123,20% e o café 84,20%.

A CNTE preparou uma lista com os 50 produtos que mais subiram desde 2020. O preço da abobrinha, por exemplo, caiu 14,7% desde julho, mas como havia subido 146,8% anteriormente acumula alta de preços de 85,8%. A batata inglesa subiu 101,1%, caiu 22,9% e agora está 55% mais cara que em 2020.

Outros produtos continuam subindo de preço mesmo com a queda da inflação. É o caso da cebola, que subiu 100,7% de janeiro de 2020 a junho de 2022 e mais 10,4% de julho para cá, acumulando alta de preço de 121,7%.

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