Sábado (26) tem caminhada pela visibilidade de travestis e transexuais

Evento em Curitiba comemora o Dia Nacional da Visibilidade Trans, promete animação e cobrança por direitos, saúde e segurança

A luta por mais direitos, saúde e segurança para travestis e transexuais vai ganhar as ruas da capital paranaense neste sábado (26). O evento é organizado por diversas ONGs e marca o Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado oficialmente no dia 29 de janeiro.

Para o secretário executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI, professor Clau Lopes, integrante da comissão organizadora do evento, participar da Marcha da Visibilidade Trans é somar com todos(as) na construção de uma sociedade e de uma escola livres da transfobia.

Clau Lopes fala que a escola precisa ampliar o debate sobre a transfobia, orientação sexual e identidade de gênero, nas suas possíveis variações, para entender melhor essa quebra do padrão estabelecido pela sociedade.

O dirigente destaca que é fundamental entender essas diferenças para a conscientização de uma escola livre do ódio, do preconceito e da transfobia. “Por essas razões, a APP faz a frente de resistência na luta pela igualdade nas escolas, no trabalho, na universidade e na sociedade em geral”.

Programação – De acordo com os organizadores, a programação promete bastante animação com Djs, apresentações culturais e shows e reflexões com as falas de representantes do segmento. A concentração está marcada para às 15h na Boca Maldita. A saída é prevista para às 16h com destino a Praça Santos Andrade. O encerramento é previsto para às 20h.

Dia de luta – Segundo a comunidade LGBTI, 29 de janeiro foi escolhido como Dia Nacional da Visibilidade Trans em 2004. Naquela data, 27 travestis, mulheres transexuais e homens trans entraram no Congresso Nacional para lançar a campanha nacional “Travesti e Respeito”, a primeira idealizada e organizada pelas próprias trans, através do Departamento de DST, AIDS e Hepatites do Ministério da Saúde, para a promoção do respeito e da cidadania.

Apesar das iniciativas, o país ainda precisa avançar muito na promoção de políticas públicas para garantir os direitos das pessoas LGBTI. Estatísticas acompanhadas por ONGs revelam que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo e que a expectativa de vida dessa parcela da população é de apenas 35 anos.

Saiba mais – A transfobia é uma série de atitudes ou sentimentos ou ações negativas em relação às pessoas travestis, transexuais e transgêneros. Seja intencional ou não, a transfobia pode causar severas consequências para quem por ela é assim discriminado. As pessoas trans também podem ser alvo da homofobia, tal como homossexuais podem ser alvo de transfobia, por parte de pessoas que incorretamente não distinguem identidade de gênero de orientação sexual. (Fonte: Wikipédia)