No contracheque deste mês (julho), o governo do Estado fez a devolução/reembolso dos quatro dias de faltas – lançadas mês passado e que atingiu cerca de 20 mil educadores(as) – relativas a quatro dias de greve em abril (de 27 a 30). Como sempre, o governo só complica. A devolução, em vez de vir como crédito, veio como um ‘desconto’ na coluna de descontos.
“O que as pessoas não estão entendendo é que a devolução veio nos descontos, assim, muita gente está achando que é outro desconto”, explica a secretária de Finanças da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho. Por exemplo, se a pessoa teve um desconto de R$ 100,00 em junho (relativo às quatro faltas de abril), nos descontos deste mês – julho – ela terá (sob o nome de ‘Revisão de Ausência’) um crédito (negativo) de R$ 100,00 na coluna dos descontos (veja as imagens abaixo).


“Agora, as pessoas precisam verificar se o que elas receberam de volta foi igual ao desconto do mês anterior”, destaca Marlei. “O que pode ter de diferente? Pode ter subido mais, por exemplo, a alíquota de desconto do Imposto de Renda. Mas, no mês anterior, esta mesma pessoa pagou menos IR”, complementa.
De acordo com a diretora da APP, caso se confirme erro no contracheque, há como recorrer. “Se há erros ainda, as pessoas têm que ir ao Núcleo Regional de Educação ao qual pertence para verificação e, então, fazer um protocolo do que elas entendem que não receberam”, diz Marlei.














