Ratinho Jr. anuncia reajuste, achata carreira, ignora funcionários(as) e não cita aposentados(as)

Ratinho Jr. anuncia reajuste, achata carreira, ignora funcionários(as) e não cita aposentados(as)

A APP permanece em vigília ao longo do dia, estudando a proposta, e tomará as medidas necessárias nos campos político e jurídico.

Em coletiva à imprensa com muita propaganda e pouca informação na manhã desta segunda-feira (6), o governador Ratinho Jr. e o empresário Renato Feder apresentaram seus planos para reajustar o salário dos(as) professores(as) em janeiro.

Ao invés de detalhar o projeto, apresentar as tabelas de vencimento e demonstrar qual será o impacto em todos os níveis e classes, o governo preferiu atacar os sindicatos, mentir e vender dados distorcidos sobre investimentos na rede estadual.

Em franco desrespeito ao conjunto dos trabalhadores(as) em educação, funcionários(as) de escola ficaram de fora. Já aposentados(as) foram ignorados(as), sinalizando para uma quebra na paridade e na integralidade.

O reajuste, que representaria aumento de 48,7% no início da tabela e cerca de 10% no final, achata a tabela e avança na transformação do piso em teto, desestimulando a formação e o investimento dos(as) educadores(as) em especialização, mestrado e doutorado.

A alteração será paga com recursos do Novo Fundeb, conquista histórica da categoria por meio da luta da APP e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Ratinho debocha da inteligência da população; temos memória e lembramos que o governador foi um dos poucos do país a não assinar a carta em defesa do Novo Fundeb em 2020.

Outro destaque da proposta, a equivalência do salário de ingresso para PSSs, é uma luta que remonta à conquista do Plano de Carreira de 2004, quando defendemos que os contratos emergenciais recebessem o mesmo salário inicial dos(as) efetivos(as).

Ratinho Jr. ainda acusa os Sindicatos de defender “pautas políticas” que só beneficiam uma parcela da categoria. Mas anuncia o reajuste às vésperas de um ano eleitoral enquanto massacra educadores(as) em sala de aula, desmancha o plano de carreira, condena funcionários(as) à miséria e tenta ferir a paridade.

Por fim, cabe dizer o óbvio: a APP-Sindicato não é “intermediária” no diálogo com a categoria. Somos a própria categoria: a representação direta de mais de 60 mil sindicalizados(as). Não há conversa com “colaboradores(as)” que tenha mais legitimidade do que a representação sindical.

Reiteramos nossa indignação pela postura do governo do Paraná, que se nega a dialogar com o Sindicato e apresenta uma alteração tão profunda sem qualquer debate com os(as) maiores(as) interessados(as). A Direção Estadual da APP permanece em vigília ao longo do dia, estudando a proposta, e tomará as medidas necessárias nos campos político e jurídico.

Divulgaremos novas informações assim que possível.

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