Quadro Negro: desvio de verbas no governo Richa pode ultrapassar R$ 30 milhões

Quadro Negro: desvio de verbas no governo Richa pode ultrapassar R$ 30 milhões

Segundo TCE-PR, pelo menos 15 escolas deixaram de ser construídas ou reformadas. Investigação segue e educadores(as) cobram devolução do dinheiro

Foto: APP-Sindicato

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) divulgou que o valor desviado dos 15 colégios estaduais, sob a investigação na Operação Quadro Negro, chega a quase R$ 30 milhões de reais e, há possibilidade que os valores sejam ainda maiores.  A novidade é que TCE-PR fará a atualização destes valores. De acordo com o Tribunal Dos 15 processos (referentes à tomada de contas para ressarcimento aos cofres públicos) quatro já foram julgados e terminaram em condenação (no total de  R$ 12,3 milhões que devem ser devolvidos ao Estado).  No entanto, as construtoras responsáveis pelas obras entraram com recursos para contra a decisão.

Gazeta do Povo (reprodução)

Desde junho de 2015, a APP e o noticiário local denunciam, com base nas apurações do Tribunal de Contas do Estado, o tamanho da fraude e a suspeita de que seis empresas que tem ligação com o ex-governador Beto Richa(PSDB) e sua campanha de reeleição são as responsáveis pelo desvio. A Operação Quadro Negro apura onde foi parar o dinheiro que deveria ter sido destinado à construção e reforma de escolas públicas. Dentre as empresas favorecidas, apenas uma, a Construtora Valor, foi formalmente acusada de fraude e desvio. De acordo o Tribunal, os relatórios mostram um esquema montado para subtrair verbas públicas.

As obras não concluídas ou se quer começadas deveriam ter virado escolas em Curitiba, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Rio Negro, Cornélio Procópio, Coronel Vivida, Guarapuava e Santa Terezinha de Itaipu. Já foram citados nas investigações, além de Beto Richa, o ex-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB) e os deputados Ademar Traiano (PSDB) e Plauto Miró (DEM).

Para a APP-Sindicato, a Operação Quadro Negro é um dos exemplos da gravidade da situação sobre com a educação pública vem sendo tratada nos últimos anos no Paraná. Neste ano, a paralisação do dia 30 de agosto cobrará  a valorização do trabalho dos(as) educadores(as) e melhores condições nas escolas públicas, e também, exigirá novamente apurações e punições dos envolvidos.

Com informações: Gazeta do Povo

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