Publicanos do Governo Richa são “punidos” com aposentadoria


Duas situações, nos últimos dias, voltaram a chamar a atenção da nossa categoria (e da população) para a Operação Publicano, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em março deste ano. A operação investiga a existência de um esquema de corrupção que envolve auditores fiscais da Receita Estadual. Fato número um: ontem (21), a imprensa noticiou a prisão de dois ex-delegados da Receita em Londrina: Marcelo Müeller Melle e Luis Fernandes de Paula, ambos suspeitos de cobrança de propina a empresas. O curioso, também noticiado pela imprensa, é que após a investigação do Gaeco foi dada a largada em uma ‘corrida’ de auditores da Receita para se aposentar.

Fato dois: e mesmo diante da abrangência e gravidade da investigação do Gaeco, o Conselho Superior dos Auditores Fiscais (CSAF) – instância que decide pela abertura ou arquivamento de processos disciplinares contra auditores fiscais que são réus nas duas ações penais da Publicano – decidiu pela concessão das aposentadorias a quatro réus na operação, os auditores Amado Batista Luiz, Lindolfo Traldi, Jaime Nakano e Roberto Oyama. Parece inacreditável, mas é real. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 4 de setembro, como denuncia matéria no jornal Gazeta do Povo. Com a anuência do Conselho, agora o pedido de aposentadoria destes auditores segue para a Paranáprevidência.

Para a nossa categoria, é fundamental acompanhar todo este processo, especialmente em vista da ‘quebra’ do Estado. Com medidas que estão, praticamente, fazendo os(as) servidores(as) pagarem a conta da má administração do governo Beto Richa, é inaceitável que a investigação que está sendo feita no seio da Receita não resulte em medidas que, de fato, corrijam as irregularidades apontadas pelo Gaeco. Além disso, também cabe a nossa categoria cobrar, da Corregedoria da Receita Estadual um posicionamento firme contra os réus da Publicano.