PSS: Educadores(as) se reúnem com APP-Sindicato

PSS: Educadores(as) se reúnem com APP-Sindicato


Cumprindo encaminhamento da última assembleia estadual da APP-Sindicato, educadores e educadoras PSS do Núcleo Sindical Curitiba Sul se reuniram hoje (10) com dirigentes da APP-Sindicato para falar das condições de trabalho que estes(as) professores(as) e funcionários(as) encontram nas escolas, além das dificuldades enfrentadas na organização da reposição da greve.

De acordo com a secretária Educacional, Walkíria Mazeto, a luta da APP-Sindicato é para que haja valorização dos(as) educadores(as) contratados em regime PSS e que o governo abra   concursos públicos. “Queremos ter o mínimo possível de contratos temporários. Quando for necessário um contrato temporário, que tenha a melhor estrutura possível para que os educadores possam trabalhar”, explica.

Durante a reunião, os(as) educadores(as) falaram sobre a precarização do trabalho do(a) PSS nas escolas. Além disso, fizeram uma avaliação da participação dos(as) PSS na greve e a necessidade da unidade da categoria  na luta por melhores condições de trabalho nas escolas.

A professora PSS, Déborah Fait, deu exemplos de que a precarização destes(as) educadores(as) é grande. “A gente fica com o contrato encerrado todo final de ano e só é aberto no ano seguinte. Ficamos meses sem salário. Isso significa que, todo ano, gera aquela angústia entre os professores e funcionários para saber se vão ter algum trabalho ou não”, explica. Além disso, ela destacou a dificuldade dos(as) professores(as) com a distribuição de aulas. “Os PSS têm horários complicados nas escolas e isso dificulta o próprio trabalho, já que muitos educadores trabalham em três ou quatro escolas diferentes. É muito comum ver PSS sair correndo e ir de uma escola pra outra”, destaca.

Kleber Mendes, que é professor PSS, também destacou a precarização no trabalho. “O atraso de salários que o PSS sofreu no fim de 2014 foi um caso claro de descaso que estamos enfrentando. Eu chamo de humilhação a discriminação dentro das escolas como, por exemplo, a forma diferente de distribuição de aulas para PSS”, desabafa. Kleber destaca a luta da categoria por mais concursos públicos no Estado. “Nós temos que ter claro que ser professor ou funcionário PSS é uma condição de contrato de trabalho. O que nós, enquanto luta sindical e educadores, temos que defender é que nós queremos concursos para ter uma carreira ter os mesmo direitos que educadores efetivos”, explicou.

Reuniões como esta devem ocorrer nos núcleos sindicais da APP-Sindicato. Ainda para este ano, está previsto um encontro estadual para debater esta forma de contratação por Processo Seletivo Simplificado e suas consequências. Neste encontro também será reorganizada a pauta de luta deste segmento da categoria.

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