Professores(as) e funcionários(as) da educação encerram greve e mantém a luta

Professores(as) e funcionários(as) da educação encerram greve e mantém a luta

Educadores(as) também aprovaram a manutenção do estado de greve

A luta continua - Foto: APP-Sindicato

Professores(as) e funcionários(as) de escola em greve realizaram uma assembleia na tarde desta quarta-feira (4) em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, e encerraram a paralisação, mas mantiveram o estado de greve.

Assembleia da APP-Sindicato em frente ao prédio da Alep – Foto: APP-Sindicato

A assembleia autorizou a categoria a realizar nova paralisação e mobilização caso seja anunciado mais algum ataque ainda este ano. Também aprovou orientação para que os(as) educadores(as) deixem de usar equipamentos particulares, como o celular, para lançar notas e registrar presença dos estudantes, por exemplo.

A decisão foi tomada após uma manobra acordada entre o governador Ratinho Junior e deputados(as) aliados(as) para votar alterações nas regras de aposentadoria do funcionalismo estadual sem diálogo e em regime de urgência.

A sessão plenária desta quarta foi transferida para a Ópera de Arame. O acesso ao local foi bloqueado pela Polícia Militar. Sem o acompanhamento da população, as propostas do governo, uma emenda à Constituição (PEC) e dois projetos de lei, devem ser aprovadas.

“É um golpe contra a nossa Constituição, contra a população e contra os servidores. O autoritarismo do governo e de seus aliados não tem limites e não iremos nos calar”, criticou o presidente da APP-Sindicato, Hermes Silva Leão.

De acordo com as lideranças sindicais e a bancada de oposição, a Mesa Executiva da Alep não respeitou o Regimento Interno da Casa. A norma determina um intervalo de cinco sessões entre a primeira e a segunda votação de propostas de emenda à Constituição.

Leia também: Oposição denuncia manobras de Ratinho e aliados(as) para atacar aposentadoria dos(as) servidores(as)

Para atender o pedido do governador Ratinho Junior, o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), anunciou que vai dispensar a regra regimental e votar a PEC em primeiro e segundo turno e, ainda, a redação final, tudo nesta quarta-feira.

Pela proposta, Ratinho Junior quer subir de 11% para 14% a alíquota de contribuição, inclusive dos(as) aposentados(as) e pensionistas, e aumentar a idade mínima para 65 anos para homens e 62 anos para mulheres se aposentarem.

“Os mais baixos salários são os que mais irão ter desconto e ainda terão que trabalhar mais. Até dos aposentados o governador quer cobrar contribuição”, denunciou o presidente da APP-Sindicato..

Deputados(as) da oposição questionaram Traiano sobre as irregularidades. Ele não acatou os pedidos e sugeriu que os(as) parlamentares contrários à sua decisão procurem a Justiça.

Prédio desocupado

Mais cedo, servidores(as) que estavam acampados no interior da Assembleia Legislativa desocuparam o espaço. Na saída, foram ovacionados(as) pelos(as) demais que se encontravam na Praça.

“Desocupamos e vamos denunciar o absurdo que ocorre na Ópera de Arame nesta tarde. O governador assumiu um caminho de ataque aos que prestam serviço para a população de conta com o apoio da maioria dos deputados, infelizmente”, disse o presidente da APP-Sindicato.

A ocupação teve início na tarde ontem, após o funcionalismo ser impedido de exercer o direito de acompanhar a reunião dos(as) deputados(as). Houve confusão na tentativa da Polícia Militar de impedir o acesso ao prédio. Servidores(as) ficaram feridos e outros(as), que foram atingidos por spray de pimenta, passaram mal. Todos(as) passam bem.

Pauta

Iniciada na segunda-feira (2), a greve dos(as) trabalhadores(as) da educação teve adesão 80% das escolas estaduais. Além da retirada dos projetos que alteram as regras da aposentadoria, os(as) educadores(as) também reivindicam a manutenção do Ensino Médio noturno e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em recente comunicado, a Secretaria de Educação anunciou o fechamento de turmas dessas modalidades em todo o estado.

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