Professores(as) e Funcionários(as) da educação pública ficam fora de proposta de congelamento de salários

Professores(as) e Funcionários(as) da educação pública ficam fora de proposta de congelamento de salários

Após pressão sobre senadores(as), o destaque apresentado pela bancada do PT na Câmara dos(as) Deputados(as) foi acatado pelo Senado Federal

A categoria da educação conquistou uma vitória importante ao ser retirada do projeto de congelamento de salários. A PLC 39/2020, que previa o congelamento de rendimentos, em contrapartida a proposta de auxiliar estados e municípios com um socorro financeiro, foi votada e aprovada por unanimidade na tarde desta quarta-feira (06) no Senado Federal , onde o destaque proposto pela bancada do Partido dos Trabalhadores(as) (PT) na Câmara dos Deputados e apoiado pela bancada progressista foi acolhida. Com isso, profissionais da educação (Professores(as) e Funcionários(as) de Escola) não serão incluídos no congelamento.

O presidente da APP-Sindicato, Professor Hermes Leão, considera a aprovação do destaque uma vitória para categoria da educação, principalmente para os(as) trabalhadores(as) do Paraná, que já sofrem com a defasagem salarial. “É importante enfatizar, que nós, servidores(as) da educação do Paraná já não recebemos reajustes salariais nos últimos quatro anos. Mesmo após nossa intensa luta, a qual garantiu o reajuste de 2%, o governo do Estado aprovou um aumento na alíquota da contribuição previdenciária, o que gerou uma perda salarial de 3%. A aprovação desta medida é mais uma ferramenta de proteção aos rendimentos dos(as) milhares de servidores(as) deste Estado e é o reconhecimento que a categoria necessita”, aponta o presidente do Sindicato.

Auxílio aos Estados e Municípios

A PLC 39/2020 foi criada com o objetivo de socorrer financeiramente os governos por conta da pandemia de Covid-19 (Coronavírus). A proposta original, do ministro da Economia, Paulo Guedes, previa um corte salarial de 25% e deixava de fora servidores(as) da segurança pública, Forças Armadas e saúde e, com isso, materializava o projeto do governo Bolsonaro que já queria pôr isso em prática desde 2019. O destaque aprovado no senado Com a alteração, o Art 6º acrescenta trabalhadores(as) da educação ao grupo de servidores(as) que ficarão fora do congelamento.


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