Professora destaca importância da Comissão Sindical Escolar para proteção dos(as) educadores(as) no local de trabalho

Professora destaca importância da Comissão Sindical Escolar para proteção dos(as) educadores(as) no local de trabalho

Passo a passo explica como(as) professores(as) e funcionários(as) podem formalizar organização que amplia a capacidade de luta local e unifica a categoria

Legenda: Professora Beatris Matejec (à esquerda), em mobilização histórica pela valorização e pela data-base, realizada no dia 29 de abril de 2022. Foto: Arquivo pessoal

Representante da APP-Sindicato no Colégio Gelvira Correa Pacheco, localizado na região norte de Curitiba, a professora Beatris Matejec é referência em sua unidade para tratar sobre as lutas sindicais. Entendendo a importância desta representação para fortalecer a luta coletiva, a educadora relata que o processo de criação da Comissão Sindical Escolar no local de trabalho é simples e recomenda que os(as) educadores(as) de todos os estabelecimentos de ensino também se organizem.

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“Comissões e atividades sindicais são momentos para discussão e tomada de decisões. É importante também, para entender como funciona a organização sindical e o seu papel na participação da instituição. São os representantes que repassam para os colegas as decisões coletivas. Assim, os professores ficam atualizados dos acontecimentos”, explica a professora.

Foto: Louize Lazzarim/APP-Sindicato

Com o início do novo ano letivo, os(as) educadores(as) têm a oportunidade de construir uma organização de trabalhadores(as) em cada local de trabalho, com a criação da Comissão Sindical Escolar, um espaço fundamental para garantir o contato da categoria com o sindicato. 

A formalização desse processo ocorre de maneira democrática e transparente (veja o passo a passo no final da matéria). A composição deve contemplar, no mínimo, um(a) docente e um(a) funcionário(a) de escola, garantindo que todos os segmentos que compõem o quadro escolar tenham suas vozes e necessidades devidamente representadas.

Foto: APP-Sindicato

Essa organização institucionalizada amplia a capacidade de luta local, unificando os(as) educadores(as) para enfrentar modelos de gestão que adoecem os(as) profissionais e garantindo a defesa da dignidade dos(as) trabalhadores(as) e da qualidade da escola pública.

O secretário Executivo Educacional da APP-Sindicato, Vandré Benedito da Silva, aponta que a Comissão Sindical Escolar é fundamental para garantir a união de educadores(as) e que as demandas dos trabalhadores(as) cheguem até o sindicato. 

“O representante da escola é o alicerce. É ele quem está lá, sente os problemas de perto e une os colegas. Quando reconhecemos o papel de cada um desses representantes, estamos fortalecendo a nossa organização a partir da APP-Sindicato”, explica.

“E essa unidade funciona como um grande guarda-chuva de proteção. Quando vem um ataque contra nossos direitos, quem segura esse “guarda-chuva” somos nós mesmos, organizados. Ninguém deve ficar desprotegido na chuva. A nossa força coletiva está em cada escola, é o que defende nossos direitos de verdade”, completa o dirigente.

A professora Beatris reforça que apenas a união dos(as) trabalhadores(as) é capaz de barrar retrocessos que afetam não só educadores(as), mas estudantes e toda a comunidade escolar. “Só a união de toda a categoria, poderá nos ajudar na luta contra governos que odeiam a educação”, completa.

União contra a precarização das condições de trabalho

A Comissão Sindical Escolar representa a base fundamental da organização dos(as) trabalhadores(as) da educação, se consolidando como o principal instrumento de resistência e articulação dentro do ambiente escolar.

Historicamente, a organização por local de trabalho é o que permite à classe trabalhadora transformar o espaço onde produz a cultura escolar em um território de escuta, participação e fortalecimento coletivo.

Foto: APP-Sindicato

Diante dos diversos ataques do governo Ratinho Jr. e da gestão do secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, que visam o sucateamento da escola pública e a precarização das condições de trabalho, a Comissão Sindical Educacional assume um papel ainda mais vital, funcionando como um núcleo de base que une docentes e funcionários(as) em defesa da educação pública e de seus direitos.

A comissão atua como uma ponte direta entre a base e as instâncias diretivas sindicais, como a APP-Sindicato, facilitando o fluxo de informações, a identificação de demandas específicas e o combate a práticas como o assédio moral e institucional. 

Para sua constituição, é indispensável que o coletivo de cada escola se reúna, preferencialmente durante os dias pedagógicos, para debater a importância dessa organização e eleger seus representantes. 

Confira o passo a passo para eleger a Comissão Sindical Escolar

  1. COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO SINDICAL ESCOLAR

Número mínimo de membros: 2 (dois) – um(a) professor(a) e um(a)funcionário(a)
Critério: Estar sindicalizado e representar todas as categorias presentes no quadro escolar (ex.: professores(as), pedagogos(as), administrativos(as), operacionais).

  1. ETAPAS DE ORGANIZAÇÃO E REGISTRO

PASSO 1: REALIZAR A ELEIÇÃO/REUNIÃO

  1. Convocar os(as) trabalhadores(as) da escola para assembleia ou processo eleitoral.
    2. Eleger os(as) membros(as) da comissão, respeitando a composição mínima.
    3. Redigir a ata da eleição/reunião (baixe aqui o modelo da ata), contendo:
    3.1 Data, local e hora
    3.2 Nomes dos participantes
    3.3 Nomes dos eleitos e suas funções na escola
    3.4 Assinaturas dos presentes

PASSO 2: ENCAMINHAMENTO DA ATA

– Enviar a ata (física ou digital) por uma das formas abaixo:
– Opção A: núcleo sindical da APP-Sindicato da sua região.
– Opção B: e-mail organizaçã[email protected]

PASSO 3: OFICIALIZAR NO SISTEMA “MINHA SINDICALIZAÇÃO”

– Acessar o Sistema Minha Sindicalização
– Clicar no botão “+ Mais”.
– Selecionar a opção “Repres. Sindical da escola”.
– Cadastrar os dados dos(as) representantes eleitos(as).

PASSO 4: GARANTIR A CONCOMITÂNCIA

– O envio da ata (Passo 2) e o cadastro on-line (Passo 3) devem ocorrer simultaneamente. Ambos são obrigatórios para a completa oficialização.

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