Professor da rede estadual lança livro que debate autoestima negra na Biblioteca Pública, em Curitiba APP-Sindicato

Professor da rede estadual lança livro que debate autoestima negra na Biblioteca Pública, em Curitiba

O evento contou com a presença de educadores(as), representantes do movimento negro, representantes políticos e a comunidade em geral

Fotos: João Paulo Vieira/APP-Sindicato

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Durante a tarde desta quinta-feira (1), a APP-Sindicato participou do lançamento do livro “Joaquim, negra sim!”, voltado ao público infantojuvenil escrito pelo autor e diretor teatral do grupo “Senhores Furtados”, Jester Furtado. 

O evento foi realizado na Biblioteca Pública do Paraná (BPP) e contou com a presença de educadores(as), representantes do movimento negro, representantes políticos e a comunidade em geral.

Em sua apresentação do livro, Jester, que também é professor da rede pública estadual, explicou que o livro foi baseado na fala de Nelson Mandela: “Se podemos aprender a odiar, também podemos aprender a amar”.

O educador ressaltou ainda que o lançamento de seu livro só foi possível porque as portas foram abertas por outras pessoas negras, que alicerçaram o caminho. 

“Lançar meu primeiro livro dentro da Biblioteca Pública do Paraná é extremamente relevante e simbólico, um espaço que reúne boa parte do conhecimento sistematizado ao longo da história e que ainda hoje, possui tão pouco sobre nós negros e negras.Ser mais um autor negro nas prateleiras da Biblioteca Pública é motivo de muita satisfação. Para além disso, poder compartilhar esse momento com os meus iguais é me nutrir de mais energia para os próximos trabalhos”, conta o autor.

Presente no lançamento, a secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Celina Wotcoski apontou que o livro tem poder de modificar as estruturas, já que auxilia no fortalecimento da autoestima de crianças negras.

“É importante saber que o livro é fruto de um professor que é cria da educação pública. Esse debate da consciência racial, para nós, sempre foi muito caro e saber que tem uma obra que pode ser trabalhada com a infância é fundamental. Foi um prazer enorme participar e gostaria de parabenizar a iniciativa do professor Jester”, finalizou Celina.

Participaram ainda da cerimônia o deputado estadual Renato Freitas e Adegmar Silva, Candiero, do Centro Cultural Humaita.

Joaquim Negro, sim

Publicado pela editora Cão, com ilustrações de Hannah Abranches e tiragem inicial de 3 mil exemplares, o livro trabalha temas como racismo estrutural, relacionamentos afrocentrados, autoestima negra e a solidão da mulher negra.

Viabilizado a partir do edital público do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura, com incentivo da Copel, o livro enfrentou barreiras para ser publicado.

“Ter esse projeto contemplado no PROFICE, foi muito significativo. O “Joaquim”, ficou engavetado por algum tempo e isso é bem desestimulante para quem trabalha com processo criativo e especialmente para quem faz da obra uma ferramenta de formação e transformação cidadã”, conta o escritor. 

:: Para conhecer e adquirir o livro, acesse a página da produção no Instagram, neste link.

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