Por uma escola feminista!

Por uma escola feminista!

É preciso falar aos meninos sobre a responsabilidade partilhada, na família, em casa e no  trabalho

Você já percebeu que educadoras – professoras e funcionárias de escola – recebem menos que outros(as) servidores(as) e profissionais com a mesma  formação? Não é apenas uma coincidência que isso ocorra com uma categoria majoritariamente feminina. A desigualdade de gênero é estrutural, possui raízes históricas e é legitimada pela violência institucional. E é também a partir da escola que fazemos a transformação. 

Mas há um longo caminho a percorrer, pois dentro da escola também há desigualdade de gênero. De acordo com o Censo Escolar, educadores homens ganham, em média, 25% a mais que as colegas mulheres. Apesar de dividirem a mesma tabela salarial, a maioria dos homens não enfrentam a dupla-jornada, o que tem reflexos na carga horária e nas oportunidades de qualificação que, muitas vezes, as educadoras são forçadas a abandonar. 

A elas, a criação dos filhos, a organização da casa, o trabalho na escola. A eles o trabalho na escola. Uma das muitas formas de plantar as sementes da mudança é trazer para a sala de aula histórias e exemplos que estimulem a reflexão sobre a igualdade. É preciso falar aos meninos sobre a responsabilidade partilhada, na família, em casa e no  trabalho. 

É  também  preciso  encorajar  meninas  para que sonhem com um futuro grandioso. Estimular a desconstrução de papéis onde a mulher é a grande responsá-vel pelos(as) filhos(as) e o homem pelo sustento do lar é um passo para uma educação transformadora.

A APP-Sindicato tem uma Secretaria específica para promoção de igualdade de direitos das Mulheres. “O objetivo é conscientização de nossa categoria e a construção de cidadãos e cidadãs que visem o respeito às diferenças: sejam elas culturais, étnicas, religiosas e sexuais”, afirma Margleyse dos Santos, secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGTBI+.

“Somos nós, mulheres educadoras, que temos o papel fundamental dentro das escolas, a partir do nosso lugar de fala, de estarmos em constante movimento  para desmistificar o patriarcado. Professoras e funcionárias de escola, essa luta é por todas nós”, completa.


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