Por fora, bela viola: protestos marcam cerimônia no Palácio Iguaçu

Por dentro pão bolorento: Governo descumpre a lei, precariza condições de trabalho, mas faz alarde em cerimônia de distribuição de verbas para educação

No último dia 5 de fevereiro, em discurso na abertura dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni,  convidou à população para  participar de uma grande cerimônia no Palácio Iguaçu para distribuição de recursos destinados à educação, que acontece na manhã desta quarta (28).

A direção estadual da APP-Sindicato marca presença para dialogar com os diretores de escolas e educadores que participarão da atividade. “Os recursos que estão sendo distribuídos hoje foram frutos de um cruel ajuste fiscal que fechou turmas e escolas, diminuiu salários de professores, reduziu o número de trabalhadores nas escolas. Também deixou os servidores sem reajuste desde 2016, além do sequestro na previdência pública que o governo aprovou no dia 29 de abril de 2015 sob um verdadeiro massacre contra nós”, afirma o presidente da APP, professor Hermes Leão.

Segundo ele, é natural que, a partir dos ataques do governo sobre a educação, tenhamos a iniciativa de protestar. “Manifestar é democrático. Queremos uma escola bonita sim, mas com profissionais valorizados, sem perseguição e com estrutura adequada”, comenta Hermes.

Uma tenda foi contratada para proteger os manifestantes da chuva e sol, mas a polícia militar impediu a montagem na manhã de hoje. Desde às 8h, dirigentes, professores(as) e funcionários(as) da rede pública estão no local para uma panfletagem com os(as) participantes do evento. A indignação com a administração financeira do governo Richa (PSDB) revolta também outras categorias. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, faz um breve relato da situação dos(as) estudantes universitários indígenas da região, confira: