População brasileira apoia a retomada de políticas públicas progressistas na educação APP-Sindicato

População brasileira apoia a retomada de políticas públicas progressistas na educação

Pesquisa Educação, Valores e Direitos, divulgada pela CNTE, mostra baixa aderência às pautas que os conservadores tentam impor

A população brasileira apoia a retomada de políticas públicas progressistas na educação, mostra pesquisa divulgada na tarde desta quarta-feira (24) pela CNTE. Ao contrário do que apregoam grupos conservadores e parte da mídia comercial, as pessoas apoiam a discussão em sala de aula de temas como pobreza e desigualdade social, além de confiar mais em professores(as) do que em militares para trabalhar numa escola.

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A pesquisa Educação, Valores e Direitos buscou responder como a população percebe as ofensivas conservadoras na educação, procurando identificar desafios para fortalecer a defesa de uma educação democrática, de qualidade, que enfrente nossas imensas desigualdades.

Temas como censura à igualdade de gênero, educação sexual, militarização de escolas, educação domiciliar e enfrentamento ao racismo foram avaliados pelos(as) pesquisados(as). Os resultados mostram que a população é mais progressista do que os conservadores gostariam.

Um exemplo: 92,8% acham que a escola deve tratar de temas como pobreza e desigualdade social. Mais da metade (56,3%) concordam totalmente que professores(as) são mais confiáveis que militares para trabalhar numa escola – 15,9% concordam parcialmente com essa afirmação.

“A população é bem menos conservadora do que os conservadores fazem crer. Isso é importante para modular o debate que a gente vai fazer neste ano eleitoral. Mesmo entre os temas mais delicados, há brechas para abordagens progressistas. Não precisamos refrear certos temas temendo não ser aceitos”, avaliou o professor Romualdo Portela, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ação Comunitária (Cenpec).

A pesquisa revela que temas impostos por grupos conservadores encontram pouco apoio no mundo real. É o caso do ensino domiciliar. Mais de 90% dos entrevistados consideram importante a criança frequentar a escola. “Isso vai contra a proposta bolsonarista de ensino domiciliar que passou na Câmara e será analisada pelo Senado”, observou Denise Carreira, da Ação Educativa.

Ao serem questionados sobre os principais problemas da escola pública, os(as) entrevistados(as) mostram que as preocupações dos grupos conservadores estão no pé da lista. Apenas 6,7% consideram que o problema é o conteúdo ensinado nas escolas. A falta de investimentos dos governos (46,10%) e a falta de valorização dos professores (34,30%) são os principais problemas, seguindo a pesquisa.

Entre os problemas apontados, seguem segurança (25,50%), falta de infraestrutura nas escolas (25%), falta de participação das famílias na escola (21,90%), falta de disciplina dos alunos (21,20%). A qualidade dos(as) professores é um problema para apenas 12,60% dos(as) entrevistados(as).

Confira a live da CNTE sobre o tema:

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