Plataformização

Plataformização


A APP denuncia os problemas causados pela imposição do uso de plataformas digitais como Inglês Paraná e Redação Paraná, incompatíveis com a estrutura das escolas e a autonomia docente. O Sindicato defende que a tecnologia esteja inserida no processo ensino-aprendizagem como um recurso didático, respeitando a autonomia do trabalho docente.

A “plataformização” integra um projeto de mercantilização da escola pública no Paraná, que enriquece a iniciativa privada, empobrece o ensino-aprendizagem e transforma o projeto pedagógico em números e metas para maquiar resultados.

A Inglês Paraná custou R$ 13 milhões aos cofres públicos. Na propaganda de Ratinho Jr a plataforma é uma maravilha, mas a realidade é completamente diferente. O aplicativo para celular da multinacional EF English First pontua 2.1 estrelas na Playstore (loja da Google), resultado abaixo do medíocre. A página de avaliações é um mural de lamentações de estudantes frustrados(as) com os problemas da plataforma.

A adoção dessa plataforma deveria ser opcional, mas a Seed cobra a utilização e constrange escolas a adotarem o programa, o que viola a autonomia pedagógica e a gestão democrática, além de gerar mais transtornos para professores(as) já sobrecarregados(as).

Lançada em 2021 com a promessa de facilitar o aprendizado e melhorar os índices da rede estadual, a plataforma digital Redação Paraná virou um instrumento de pressão, assédio e cobranças intermináveis. Metas inalcançáveis, exposição pública das escolas que não atingem os resultados e estrutura incompatível com as exigências tiram o sono de educadores(as) e atrapalham o processo de ensino-aprendizagem.

A Resolução 2857/21 da Seed impõe às direções escolares o uso da plataforma Redação Paraná, ameaçando com abertura de investigação em caso de descumprimento, o que caracteriza intervenção direta no planejamento dos(as) professores(as.

A APP teme que a imposição de metas pela Seed seja usada futuramente para definir o valor da Gratificação de Tecnologia em Ensino (GTE).

O Sindicato orienta a categoria a resistir às imposições da Seed e NREs, sempre registrando oficialmente as dificuldades de uso da plataforma e a falta de condições oferecidas pelo governo Ratinho.

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