Terminou agora há pouco a audiência pública no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná que debateu a temática de raça, gênero e orientação sexual dentro do Plano Estadual da Educação (PEE). Esta foi quarta audiência pública que discutiu as metas e propostas para a educação parananense até 2025.
A secretária educacional da APP-Sindicato, professora Walkíria Mazetto, compôs a mesa principal do debate e defendeu as emendas estudadas e formuladas pela categoria nos últimos quatro anos. “Nesta audiência os trabalhadores e trabalhadoras da educação, juntamente com outros servidores, estão defendendo junto aos deputados e deputadas as emendas que a categoria tem para o documento”, explicita Walkíria.
Na defesa por uma escola livre de preconceitos, a APP-Sindicato integrou as análises e defendeu que a importância deste debate no âmbito da educação é respaldado pela crescente incidência de crimes homofóbicos e de violência contra minorias. “A nossa preocupação é que o texto contempla o aluno branco, heterossexual e com acesso à escola urbana. Tudo o que sai deste ‘padrão’: o negro, a mulher, a população indígena, cigana, do campo, ribeirinha, os faxinalenses, ficou de fora”, alerta a professora Walkíria.
“É preciso pensar no conjunto da educação para não reproduzirmos conceitos ou ideologias carregadas de preconceitos”, defende Karla Mazia, assessora de Assuntos Municipais da APP-Sindicato. Diversos representantes da sociedade civil organizada foram ouvidos(as) na audiência. A junção das formulações e propostas são encaminhadas aos deputados e deputadas para a formulação final do documento. Os debates públicos sobre o PEE vão até 24 de junho, quando está previsto o encaminhado para a Assembleia Legislativa do Paraná para votação.











