Plano de Lutas é aprovado por unanimidade no último dia da 4ª Plenária Intercongressual da CNTE

Plano de Lutas é aprovado por unanimidade no último dia da 4ª Plenária Intercongressual da CNTE

Durante os 3 dias de debates, educadores(as) aprovaram um plano de lutas pela implementação do Piso Nacional do Magistério e pela revogação do Novo Ensino Médio

Foto: Renato Braga

Após 3 dias de intensos debates e palestras sobre a conjuntura nacional da educação, 4ª Plenária Intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Professor João Felício, terminou no último domingo (19) com aprovação unânime de Lutas da categoria. 

Cerca de 60 educadores(as) paranaenses participaram da plenária, representando tanto a categoria a nível estadual quanto municipal, exercendo o debate de forma participativa e contundente.

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Para organizar a luta por uma educação pública de qualidade no país, os(as) educadores(as) presentes debateram durantes os dias do encontro questões fundamentais como a valorização profissional a partir da implementação do Piso Nacional do Magistério e a democratização da educação pública, a partir da revogação do Novo Ensino Médio.

“Um dos pontos altos da nossa Intercongressual foi o debate sobre a necessidade urgente da revogação do Novo Ensino Médio, das BNCCs para que possamos retomar o currículo de qualidade no nosso país e instituir um grupo de trabalho, que debata um ensino médio que atenda a juventude brasileira”, explica a Vice-presidenta da CNTE e secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, Marlei Fernandes.

Durante o encontro foi aprovado ainda um plano de lutas que deve concentrar os esforços pela revogação do Novo Ensino Médio, a redução de juros e democratização do CARF, além da luta nacional pela implementação do Piso nos Estados e Municípios Brasileiros.

Além do Plano de Lutas, a Plenária Final também aprovou as resoluções do bloco de emendas; da Política Educacional; da Política Sindical; e o Plano de Moções.

“Aprovamos por unanimidade na plenária final um plano de lutas que organiza toda a educação brasileira neste ano. Dia 22 é o dia nacional de luta pela educação, lutaremos pelo piso nacional para professores(as), aposentados(as) e funcionários(as) de escola”, completa Marlei Fernandes.

Também estão previstas mobilizações de 20 de março a 23 de abril, organização da 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública e coleta de assinaturas de parlamentares ao manifesto da CNTE pela revogação do Novo Ensino Médio (NEM); dia 24 de abril, entrega dos manifestos no Ministério da Educação (MEC) sobre a revogação do NEM e pelas diretrizes de carreira.

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Já no dia 1º de maio, profissionais de educação irão às ruas em todo país pelos direitos da classe trabalhadora. No mês de agosto, no dia 11, a luta será nos Estados pelo Dia dos Estudantes. No feriado de 7 de setembro, ocorrerá o Grito dos(as) Excluídos(as).

Por último, em 5 de outubro, no Dia Mundial do Docente, será a vez da Marcha da Educação em Brasília.

A Plenária terminou com uma homenagem a João Felício. Para Juçara Vieira, esse evento tem muita simbologia, por relembrar uma personalidade tão importante para a classe trabalhadora. 

Responsável por dar nome ao evento, João Felício foi lembrado com carinho por todos os participantes, tamanha era sua representatividade para o setor. Ele faleceu em 2020. Ex-presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da APEOESP, Felício marcou sua trajetória pela luta em defesa da educação.


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