Seguindo o conjunto de debates sobre o Plano Estadual de Educação (PEE), realizado entre trabalhadores(as) da educação e deputados(as) estaduais, hoje (02), foi a vez de discutir o financiamento (meta 20), base de todas as outras metas.
A secretária Educacional da APP-Sindicato e representante do Fórum Estadual de Educação, professora Walkíria Olegário Mazeto, que fez parte do debate em sua fala, relembrou a importância de planejar a meta 20 com muito cuidado.
“Pensar o financiamento da educação é pensar nas condições que nós teremos para efetivamente colocar o plano em prática. Que ele não se torne uma carta de intenção em que eu escrevo para cada uma das 19 metas, com exceção da 20 que trata do financiamento. Que a gente possa registrar em cada uma delas a ampliação de matrículas e acesso à educação infantil, a universalização da educação básica, a ampliação de vagas e das oportunidades de acesso no ensino superior, as carreiras, a qualificação, a erradicação do analfabetismo no estado, para que isso tudo não se torne apenas intenção, porque nós sabemos que toda a qualidade da educação básica e superior está vinculada em a investimentos financeiros”, explica.
Proposta pelo Deputado Professor Lemos, a Audiência Pública realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) esteve lotada por educadores(as) interessados(as) em contribuir com a construção de um plano que se aproxime cada vez mais das necessidades encontradas na base, no chão das escolas.
“Nós estamos neste movimento de construção dos planos nacional, estadual e municipais já desencadeado há um tempo com um debate coletivo e democrático, em que temos a oportunidade de parar, refletir e pensar sobre que educação, no nosso caso a educação pública, nós queremos para este país”, expõe Walkíria.
Vindo da Universidade de São Paulo (USP), o professor José Marcelino de Rezende Pinto realizou uma palestra do seu estudo sobre o financiamento da educação no Brasil. Especialista em financiamento, ele partiu dos impactos e desafios de todas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e como tornar o processo viável financeiramente. “O PNE tem dois componentes importantes: a quantidade e a qualidade, e ambas precisam estar unidas. Por exemplo: ampliamos as matrículas e ao mesmo tempo mantemos ou melhoramos o padrão de ensino. Realizar um diagnóstico da situação financeira atual da educação no Paraná é fundamental para que o plano possa ser encaminhado e desenvolvido de fato”, explica Marcelino.











