Pela data-base e contra retrocessos, 29 de abril não haverá aula!

Categoria não aceita retirada de direitos e vai paralisar no dia 29 de abril para cobrar data-base e demais itens da campanha salarial

Foto: Arquivo / APP-Sindicato

Nesta quinta-feira (4), o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, divulgou um vídeo com um comunicado à categoria sobre notícias recentes de que o governo Ratinho Junior planejaria um pacotaço de maldades para retirada de direitos, como prova para contratação de PSS, o fim das licenças especiais e alterações no processo de eleição de diretores(as).

Não aceitamos retrocesso. Dia 29 de abril faremos paralisação estadual em Curitiba para cobrar do governo as pautas da nossa Campanha Salarial, inclusive o pagamento da data-base”, disse Hermes. Ele destacou que os(as) educadores(as) paranaenses esperam do governo o cumprimento da lei, respeito e valorização.

Segundo o presidente da APP-Sindicato, o secretário da Educação, Renato Feder, falou em uma entrevista que pretende incluir no processo de contratação dos PSS uma prova classificatória. “A melhor prova que a governo pode produzir para PSS é um concurso público que valorize a nossa carreira e profissionalize esses trabalhadores tão precarizados”, reagiu Hermes.

Outra preocupação que circula na comunidade escolar trata de uma possível alteração no processo de eleição dos(as) diretores(as) e o pagamento de um bônus conforme o número de estudantes. O presidente do Sindicato destaca que é importante respeitar a autonomia das comunidades na escolha dos diretores e que a ideia do bônus é ruim, pois pode criar uma competição entre as escolas.

O terceiro item é a ameaça do governo enviar aos(às) deputados(às) projetos de lei para acabar com licenças especiais e quinquênio. “Precisamos de garantia de direitos e avanços da nossa pauta de reivindicações, ao invés de retrocessos”, afirmou Hermes. Ele acrescentou que os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola não aceitarão propostas que reduzem conquistas da categoria e prejudicam a qualidade da escola pública.

Hermes finalizou reforçando a convocação para a paralisação estadual no dia 29 de abril. A data, que marca os quatro anos do massacre do Centro Cívico, vai reunir os(as) trabalhadores(as) em Curitiba para exigir do governador Ratinho Junior o pagamento da reposição da inflação e os demais itens da campanha salarial, composta por mais de 20 reivindicações. “O período exige a nossa mobilização, o nosso debate no local de trabalho e, sobretudo, afirmar ao governo que não aceitamos retrocesso”, destacou.

Assista ao vídeo

 

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