Paraná terá cinco novos Institutos Federais até o final do governo Lula APP-Sindicato

Paraná terá cinco novos Institutos Federais até o final do governo Lula

Os novos campi, anunciados nesta terça (12), serão em Maringá, Cambé, Toledo, Cianorte e Araucária

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em evento nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro da Educação Camilo Santana anunciaram a criação de 100 novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no país (IFs). O Paraná receberá cinco novas unidades, localizadas em Maringá, Cambé, Toledo, Cianorte e Araucária.

Com os novos investimentos, que devem chegar a R$ 3,9 bilhões, o país chegará à marca de 782 IFs. Destes, R$ 2,5 bilhões serão destinados às novas unidades, oferecendo um total de 140 mil novas vagas para estudantes distribuídas em todos os estados. O R$ 1,4 bilhão restante será destinado aos campi já existentes.

Os recursos integram o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Cada centro de ensino deve oferecer no mínimo metade de suas vagas de forma integrada, ou seja, o ensino médio deve ser realizado em conjunto ao técnico profissionalizante. 

Histórico

Em 29 de dezembro de 2008, o então presidente Lula sancionou a Lei nº 11.892, criando 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Nos governos Lula e Dilma, houve a maior expansão da história da Rede Federal, formada por IFs, Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Vinculadas às universidades e pelo Colégio Pedro II. Foram 422 campi entre 2005 e 2016.

Nesse período, também foram entregues ou incorporadas à rede outras 92 unidades. Atualmente, há 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas. Com os novos 100 campi, a Rede Federal passa a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IFs.

O ministro Camilo Santana também destacou a importância de ampliar os investimentos na rede básica para combater a evasão escolar, citando dados do Censo Escolar de 2023 como o número de crianças brasileiras que não aprenderam a ler ou escrever na idade certa (61%) e de jovens que abandonaram o Ensino Médio: 480 mil estudantes.

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