“Pagar a data-base depende de vontade política da governadora”, afirma FES

“Pagar a data-base depende de vontade política da governadora”, afirma FES

Fórum das Entidades Sindicais(FES) comprova mais uma vez: há margem fiscal e orçamentária para o pagamento da data-base

Foto: Comunicação APP

“Tecnicamente já está comprovado: não há justificativa para o que o governo do Paraná não pague o deve”, com esta frase feita durante a transmissão ao vivo do Acampamento e Vigília pela data-base, nas redes sociais, a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), professora Marlei Fernandes de Carvalho, sintetiza o momento financeiro e político em que vivem os(as) servidores(as) da rede pública estadual.

No primeiro dia do acampamento dos(as) servidores(as), em frente ao Palácio Iguaçu, a a APP-Sindicato e representantes das demais categorias foram recebidos por uma comissão do governo estadual composta pela secretária de Educação, Lucia Cortez Martins, o chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico, o secretário do Trabalho, Paulo Rossi, o secretário da Fazenda, José Luiz Bovo, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Pedro Lupion, e o secretário de Administração e Previdência, Fernando Ghignone. O deputado estadual Professor Lemos também participou da reunião.

No dia em que a gestão de Cida Borghetti (PP) completa dois meses, os(as) servidores(as) lutam para que o governo pague os quase 3 anos sem o reajuste da data-base. Já tramita na Assembleia Legislativa do Estado (Alep) os projetos de lei que dispõem sobre o reajuste dos(as) demais servidores(as) do Estado. “O intuito da nossa mobilização de hoje é porque temos uma avaliação técnica que mostra que o nosso reajuste é possível, viável e legal. Queremos que o nosso projeto também vá para a Assembleia e ficaremos durante estes três dias, cruciais para a votação, acampados aqui em frente”, adianta Marlei ao dar o tom da mobilização que reúne professores(as), funcionários(as) de escola, agentes penitenciários, funcionários da saúde,  policiais civis e agentes do meio ambiente.

Correção salarial dos PSS – “Eu estou, há mais de 30 anos no Estado e nunca vi um governador diminuir o salário de professores”, comenta Lemos ao mencionar outra pauta emergencial da Educação: a reversão do corte dos educadores e educadoras contratadas em regime PSS. “Um corte de mais de 200 reais para um professor que ganha 2 mil é de causar espanto e revolta”, cobra o deputado.

Agora, os(as) servidores(as) percorrem os gabinetes dos(as) deputados(as) para entregar documento que pede o pagamento da reposição salarial.

Data-base é dívida, diga não ao calote com a sua força de luta e presença no acampamento. Durante todo dia e também à noite estão previstas programações culturais e atividade de mobilização. Engrossar esse coro é uma das formas de fazer com o que o governo responda sobre o calote. Participe!

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