Onde reside a força da APP?


Na história bíblica, Sansão foi um homem agraciado com uma força extraordinária. Mas a ganância e cobiça do povo inimigo, fez com que fosse traído.  Dalila entrou para história como a responsável por cortar os cabelos de Sansão enquanto ele dormia e, assim, acabar com a fonte de toda sua energia. Os cabelos de Sansão representavam o elo de uma promessa e, enquanto não fossem tocados, sua força seria mantida. Todos(as) os(as) guerreiros(as) têm alguma fonte de onde tiram sua vitalidade. A força física ou mental, ao longo de toda e qualquer história, representa ameça e atrai inimigos e isso, a APP-Sindicato vem sentindo na pele.
Para enfrentar  os ataques que golpeiam dia a dia a educação e os direitos dos(as) educadores(as), o Sindicato precisa organizar-se e manter-se resistente. O Congresso Estadual a APP é um destes muitos espaços dentro da instituição onde a categoria para, analisa, debate e toma fôlego para enfrentar – de maneira organizada – os ataques à educação. Desde setembro de 2015, o Sindicato construiu, a muitas mãos, a organização da décima segunda edição do Congresso Estadual. Foram debates nas escolas e nos municípios em todo Estado, seguidos de assembleias e congressos regionais, nos 29 Núcleos Sindicais, um processo longo e geograficamente amplo, tudo para garantir que o espaço democrático de debate das divergências e da construção de propostas pudessem ser agrupados em encaminhamentos.
A primeira etapa do Congresso aconteceu em janeiro de 2016, em Foz do Iguaçu e durante quatro dias, os(as) educadores(as) eleitos(as) como representantes em cada um dos Núcleos Sindicais desempenharam o papel de porta-vozes das necessidade, propostas e preocupações de cada escola, município e região. Os(as) delegados(as) participaram de debates sobre a conjuntura internacional, nacional, educacional, sindical e estadual, promovidos pela atual direção da APP-Sindicato. Foram mais de 1000 trabalhadores(as) envolvidos, entre professores(as), funcionários(as) de escola, políticos, trabalhadores(as) empregados da APP: tudo para garantir que os quatro dias de atividades fossem produtivos e dessem conta da amplitude a qual a APP representa. “Desde a concepção da organização nossa preocupação foi para que toda a base pudesse participar deste processo democrático de construção e decisões. Todos os Núcleos foram obrigados a realizar debates locais para garantir que todos e todas pudessem contribuir é assim que chegamos aos 70 anos desta entidade, sempre pautados por muito respeito e democracia”, salienta a professora Walkíria Olegário Mazeto, secretária educacional da APP e organizadora do XII Congresso Estadual.
 A segunda etapa da XII Congresso Estadual, aconteceu em Pontal do Paraná 10 meses depois da primeira etapa, justamente um período que os(as) Núcleos Sindicais e delegados(as) tiveram para retornar as suas bases, apresentar as propostas vistas no Congresso e debater as questões da carreira e também as questões de organização interna do Sindicato, resumidas nas ideias para reformulação do estatuto da APP afim de fortalecer o Sindicato contra os ataques que estão acontecendo e que ainda virão.
“Em uma conjuntura de desafios e prestes a completar 70 anos de história, queremos um Sindicato cada fez mais forte e representativo, digno de educadores lutadores. A APP foi e continuará sendo a principal ferramenta de luta dos trabalhadores em educação do Paraná. É por isso e para estes trabalhadores imbuídos de força, que aprovamos no Congresso a nossa reformulação estatutária”, explica o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, ciente de que um dos maiores sindicatos do país precisa ter sua estrutura interna e organizativa cuidada e democraticamente planejada.
O Estatuo da APP é a bússola que norteia as ações e posturas do Sindicato. É para a categoria, como os cabelos eram para Sansação. “O estatuto é fruto de um processo que privilegia o debate e as decisões coletivas da nossa categoria. Ele organiza a atuação sindical e tem como princípio o fortalecimento das instâncias democráticas, como a assembleia que temos hoje, aqui em Maringá”, explica o secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues.  De novembro do ano passado até a assembleia deste dia 11 de fevereiro, a categoria teve acesso as propostas de alterações ao Estatuto aprovadas no Congresso Estadual da APP através do site da APP-Sindicato e também nos Cadernos de Emendas ao Estatuto enviados impressos para todos os Núcleos Sindicais.
Hoje, Maringá amanhece com a presença de mais de xx educadores(as) vindos de todo Paraná e prontos para referendar o Estatuto da APP e prontos(as) para colocar em prática o plano de lutas (que também foi aprovado no XII Congresso Estadual). Assim, com pessoas, com diretrizes definas, com propósitos e respaldados por leis e pelo respeito vamos construindo nossos 70 anos de história. Confira aqui os principais itens do plano de lutas aprovado no Congresso e as mudanças no Estatuto da entidade:
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  • Defender a Reforma Tributária com progressividade dos tributos sobre a renda,a tributação sobre as fortunas, heranças, lucros e ganhos de capital.
  •  Lutar pela Reforma Política e do Estado
  • Defender a Previdência Pública, a ParanáPrevidência e a universalização dos benefícios sociais.
  • Lutar pelo fim das privatizações e das concessões.
  • Lutar pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.
  • Lutar pela aprovação da Lei de Responsabilidade.
  • Defender a democratização das relações de, contra o assédio moral e sexual.
  • Defender a Educação pública, universal gratuita, laica, democrática, inclusiva e de qualidade social, com o uso das verbas públicas somente para a escola pública.
  •  Lutar pela implementação do PSPN – Piso Salarial Profissional Nacional para todos(as) os(as) profissionais da Educação.
  •  Defender a Gestão Democrática da Educação.
  • Lutar pela ampliação do financiamento da educação básica estadual em, no mínimo, 35%.
  • Lutar pelo cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação e Plano Estadual de Educação naquilo que está em consonância com as nossas defesas históricas.
  •  Lutar contra a precarização dos contratos temporários de trabalho dos(as) PSS, em defesa do pagamento pela maior habilitação e o reconhecimento do tempo PSS na primeira promoção.
  •  Defender a implementação da Escola Integral para a Educação Básica.
  •  Lutar, em conjunto com o Fórum das Entidades Sindicais, pela reformulação do Estatuto dos Servidores Públicos.
  • Fortalecer cada vez mais o segmento de funcionários(as) da educação.
  •  Lutar pela modificação e aprovação do PL 211/2015 que garante um número máximo de estudantes por turma e por professor(a).
  •  Lutar pela implantação da dedicação exclusiva dos(as) professores(as) à sua escola de concurso.
  •  Lutar pela construção de mais salas de aula e de novas escolas.
  • Lutar pelo livro de chamada online.
  • Lutar pela implementação da Dobra de padrão gradativa para atender toda a categoria.
  • Lutar contra mudanças na matriz curricular sem debate com a categoria.
  •  Lutar pela instituição do 3º nível no plano de carreira para os funcionários.
As as propostas para o novo Estatuto
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