NRE de Maringá causa desordem nas escolas de Sarandi com remanejamento de funcionários(as)

NRE de Maringá causa desordem nas escolas de Sarandi com remanejamento de funcionários(as)

Núcleo Regional de Educação (NRE) envia, por e-mail, comunicado fazendo "dança das cadeiras" com funcionários(as) após demissão de PSS

Quando o governo do Estado decidiu demitir os mais de 9 mil agentes educacionais I e II para abrir espaço para a terceirização do trabalho nas escolas, a APP-Sindicato alertou sobre dois riscos imediatos: a precarização das condições dos(as) novos(as) contratados(as) e as grandes chances da diminuição de pessoas trabalhando nas escolas. Afinal, na lógica do lucro que norteia o governo Ratinho Jr. e a gestão Renato Feder, a ordem é aprovar o maior número de alunos(as) ao menor custo. Essa é a essência da terceirização dos serviços públicos.

Pois, não demorou muito, e o novo modelo de contratação já demonstra que o caos imperará nas escolas. Em Saradi, na região de Maringá, os(as) diretores(as) de escola foram surpreendidos esta semana com um e-mail do Núcleo Regional de Educação (NRE) avisando que novas contratações não seriam feitas, então, que os colégios com mais de três funcionários(as), listados pelo NRE,  deveriam colocar o “excedente” à disposição para serem realocados em escolas com número insuficiente de agentes educacional. A divisão levou em conta apenas o número de alunos(as) atendido pela escola e não o porte escolar como um todo (área total, número de pavimentos, turnos em que a escola funciona, atividades de contra turno, etc).

“No colégio onde trabalho três funcionários foram remanejados, são funcionários essenciais para o andamento do colégio. Sendo assim, fui com eles na distribuição [da nova escola onde trabalhariam], depois de ter enviado um oficio para a chefe do NRE, conseguimos adiar o remanejamento, pois os funcionários exigiram que alguns esclarecimentos fossem realizados, uma vez que eles têm muitas dúvidas sobre o processo, alguns não tinham sido convocados com 24h de antecedência e outros foram convocados de maneira equivocada”, afirma a diretora de escola Ana Maria da Luz

Há relatos de funcionários que perderam o adicional adicional noturno, pois no novo local de trabalho foram remanejados para funções diurnas. “Aqui em Sarandi não temos ônibus que circula dentro da cidade. No meu colégio, uma das funcionárias foi transferida para o outra escola muito longe da casa dela. Ela é uma senhora, sem carro e eu fiquei indignada. Por que o governo não contrata mais gente? Eles estão tirando de um lugar que já não tem sem se importar com as pessoas”, comenta uma agente educacional da cidade (por segurança não será identificada). Em outro caso, um agente educacional que se locomove em cadeira de rodas, foi transferido para outra escola sem acessibilidade nenhuma.

A APP-Sindicato orienta que as direções de escola façam, em formato de ofício, uma solicitação no NRE solicitando que não haja o remanejamento destes colegas funcionários e reafirmando a possiblidade dos(as) funcionários e solicitando da Seed que a empresa contratada garanta o número de agentes educacionais necessários, conforme determinação da Secretaria de Educação. “O trabalho dos funcionários de escola é fundamental para que a escola consiga dar conta dos protocolos de biossegurança no momento da abertura das escolas. A Seed precisa fazer com que a empresa contratada e licitada garanta o número de funcionários nas escolas, conforme o porte. A empresa contratada não contratou novos funcionários, mas está recebendo, por isso é uma situação muito complicada”, orienta a secretária de Funcionários da APP-Sindicato, Nádia Brixner.