Nota sobre a greve dos(as) caminhoneiros(as)

Nota sobre a greve dos(as) caminhoneiros(as)

APP-Sindicato reafirma posição contra a privatização dos bens públicos

Foto: Alex Capuano/CUT

Está claro que a alta no preço dos combustíveis é reflexo do modelo de gestão privatista adotado pela Petrobrás no atual governo de Michel Temer (PMDB). A privatização ganha espaço nesse atual projeto político e isso traz prejuízos à população e à cadeia produtiva nacional. A Frente Brasil Popular e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já manifestaram seu apoio ao movimento grevista que busca a mudança nessa política que resulta em um aumento desenfreado de preços.

A APP-Sindicato, filiada à CUT e que integra a Frente Brasil Popular, reafirma sua posição de apoio aos(às) trabalhadores(as) e contra a privatização dos bens públicos. Nesse sentido, seguimos as nossas instituições de representação nacional em apoio a esse movimento de trabalhadores(as).

Seja na educação pública ou em outras áreas, a privatização afeta trabalhadores(as) de diferentes ramos. É pelos direitos da classe trabalhadora a maior luta tanto da APP como de outras entidades. A defesa desses direitos é única e a mobilização é nacional. O aumento dos combustíveis, assim como a terceirização do ensino público, precarizam as condições de trabalho e os serviços à população.

Confira a nota da Frente Brasil Popular:

A responsabilidade pela escalda nos preços dos combustíveis está no Governo golpista e na política de desmonte da Petrobrás. A política de refino do governo Michel Temer tirou o foco da Petrobrás do abastecimento nacional e tornou o preço dos derivados flutuantes. As mudanças, algumas vezes diárias, passaram a seguir o preço do barril internacional sem qualquer proteção ao consumidor e preocupação com o desenvolvimento brasileiro. Enquanto isso, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, faz pronunciamentos de que é preciso abrir o mercado e que afirma que o monopólio é ruim para o Brasil. Porém esse monopólio foi quebrado em 1997 e mesmo assim nenhuma empresa privada investiu no refino brasileiro.

Após a mudança da política de preço, que segundo o Pedro Parente, seria benéfica para o Brasil, as importações aumentaram. Só em janeiro e fevereiro elas cresceram 65%, segundo dados do próprio governo. O povo já sentiu o aumento dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel. De julho de 2017 para cá o preço da gasolina e do Diesel nas refinarias aumentaram 59%. Porém ao invés da Petrobrás aumentar sua produção para reduzir o preço para povo brasileiro, ou mesmo para aproveitar o preço mais alto e aumentar o caixa da empresa, acontece o efeito contrário de reduzir a produção nacional de 95% para 75% do que somos capazes de produzir facilitando que empresas estrangeiras concorrentes a Petrobrás entrem no mercado nacional.

Neste mês foi anunciada a privatização de quatro refinarias (Rlam-Bahia, Refap-RS, Abreu e Lima –PE e Repar –Paraná). Muda-se a política de preço da Petrobrás, reduz a produção nacional já instalada, aumenta-se as importações e anuncia o inicio da venda das refinarias já construídas pela Petrobrás. Essa é a política de abastecimento do governo Michel Temer implementada pelo Pedro Parente para justificar a privatização da Petrobrás.

Por uma política de preço de derivados de Petróleo com foco no desenvolvimento nacional Apoiamos a paralisação dos caminhoneiros contra o aumento do Diesel.

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