Mulheres marcam 8 de março com marcha em Curitiba por direitos e contra violência de gênero APP-Sindicato

Mulheres marcam 8 de março com marcha em Curitiba por direitos e contra violência de gênero

O grito coletivo que moveu a manifestação exige uma cidade que permita às mulheres continuarem vivas e o reconhecimento dos territórios indígenas

Foto: Quem TV / APP-Sindicato

Na última sexta-feira (8), mulheres, sindicatos, movimentos sociais e coletivos realizaram um ato em defesa da vida das mulheres em Curitiba. Como marco do Dia Internacional da Mulher, a concentração se iniciou às 16h, na Praça Santos Andrade.

O movimento foi guiado pelo coro de “Por uma cidade que nos mantenha vivas e um território que nos pertença”, destacando a violência de gênero e a defesa da permanência das mulheres indígenas em seus territórios com seus direitos e cultura respeitados.

Na foto, a secretária da Mulher da APP, Tais Adams. Crédito: QuemTV / APP-Sindicato

Para a dirigente Tais Adams, da Secretaria da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+, é fundamental dentro do movimento feminista reconhecer toda a diversidade e interseccionalidade das lutas.

“Se hoje ocupamos espaços diferentes, é fruto da luta histórica das mulheres. Mas ainda falta muito a ser conquistado, por isso continuaremos lutando pelo nosso direito de existir na cidade, livres de todas as formas de violência e contra as desigualdades que persistem. Atos de diferentes segmentos estão sendo realizados hoje e em todo o estado. Na organização da marcha buscamos contemplar a realidade de todas as formas de ser mulher”. 

Por um território que nos pertença

No fim da tarde, mulheres indígenas se manifestaram em defesa do direito de viver plenamente em seus territórios, com respeito a sua identidade e a seus corpos. Cerca de 150 mulheres indígenas Guarani, Kaingang e Xetá, vieram a Curitiba durante a semana do Dia da Mulher para denunciar as violências sofridas. 

Em fevereiro, duas jovens indígenas cometeram suicídio no Paraná, Angélica Kretã e Tainá Kaingang, ambas foram lembradas com cartazes levantados com seus nomes.

A marcha também foi acompanhada por bandeiras e lenços da Palestina, como denúncia do genocídio em curso e solidariedade à população de Gaza. 

Quase 9 mil mulheres foram mortas por Israel. É uma média de 63 mulheres palestinas mortas por dia segundo a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA).

Violência de Gênero 

Em dados registrado até 31 de dezembro de 2023, segundo o Monitor de Feminicídios no Brasil, 2.694 assassinatos de mulheres foram registradas no país em um ano, no Paraná foram 184 casos. 

Dentre a totalidade das vítimas,  44,9% dos casos não dispõem de informação sobre cor/raça da vítima, onde 28%, são brancas, 26,2% negras, 0,1% amarelas e 0,8% indígenas. 

O levantamento, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública,  demonstra o problema crônico da violência de gênero no país. Foram mais de 425 mil meninas e mulheres que sofreram violência sexual nos primeiros seis meses de 2023. Na região sul, foi registrado um aumento de 32,4%, o maior crescimento do país.

:: Confira o álbum de fotos do Flickr (Crédito Quem TV / APP-Sindicato)

Ato Dia das Mulheres

MENU