Movimento Negro realiza vaquinha para evitar que a Sociedade 13 de Maio seja fechada APP-Sindicato

Movimento Negro realiza vaquinha para evitar que a Sociedade 13 de Maio seja fechada

Por enquanto, leilão foi foi cancelado; vaquinha continua até sexta-feira (24)

Foto: Turistória

Nesta quinta-feira (23), com um acordo entre o credor e a Sociedade 13 de Maio, o leilão que ameaçava a existência do clube foi suspenso. A venda do prédio ocorreria devido a uma dívida de R$ 87 mil, que precisava ser quitada até essa sexta-feira (24). 

Mesmo com o acordo, a vaquinha organizada pelo Movimento Negro continua, já que o credor aceitou receber o valor arrecadado até agora e, caso isso não seja suficiente para cobrir os R$ 87 mil, o restante poderá ser pago em prestações mensais de R$ 2 mil. Para ajudar, basta doar por este link

Com mais de 135 anos de história, a Sociedade é um marco da presença negra no país, sendo o terceiro clube social negro mais antigo em funcionamento, fundada logo após abolição da escravidão em 1888. 

A história da Sociedade 13 de Maio

A Sociedade 13 de Maio é uma das poucas instituições do século XIX fundadas pela comunidade negra e que resistem no Brasil. Sua existência foi fundamental para a sobrevivência e cidadania de homens e mulheres, negros e negras, na cidade de Curitiba. Além disso, a Sociedade, localizada no Alto São Francisco, já foi palco de diversas festas, bailes e danças na capital paranaense. 

Grande parte dos fundadores eram ex-escravizados que haviam conquistado a sua liberdade pouco antes da Lei Áurea. Somado a isso, alguns dos fundadores participaram do movimento abolicionista do Paraná.

 No primeiro Livro Ata da Sociedade 13 de Maio, explica-se que o nome da instituição foi escolhido em “regozijo ao grande dia memorável 13 de maio de 1888”. Na época de sua criação, participar da Sociedade era um ato político, devido ao descaso das autoridades públicas pela inserção dos afro-brasileiros na comunidade de maneira igualitária. Ali, era possível ter o amparo social e o sentimento de pertencimento que o estado e a população como um todo lhes negavam.

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