Militarização de escolas tem consequências desastrosas, alertam especialistas

Estudiosos apontam para riscos como redução do espaço dos(as) professores(as) e formação de indivíduos(as) autoritários(as)

Militarização não é solução para os problemas da escola pública - Foto: APP-Sindicato

O jornal Plural conversou com três especialistas em Educação sobre o projeto do governador Ratinho Junior, aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que autoriza a militarização de escolas da rede pública estadual. Da mesma forma como a APP-Sindicato tem denunciado, a avaliação dos(as) estudiosos(as) ouvidos(as) pelo jornal é de que a proposta representa um retrocesso para o ensino público do Paraná, com consequências desastrosas.

Pós-doutor em Educação, o professor Rafael Ginane Bezerra, que está vinculado ao Departamento de Teoria e Prática de Ensino (DTPEN) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), alerta para vários problemas, como a gestão de recursos destinados à Educação em uma lógica que “não prevê controle público do investimento”, com distribuição de verba desigual e sem nenhum critério pactuado previamente.

O professor também cita como outro ponto negativo o fato de que o projeto leva para dentro da escola pessoas que não têm formação na área da Educação, reduzindo o espaço dos(as) professores(as). Para o estudioso, a militarização pode ter reflexos na sociedade, com a formação de indivíduos vocacionados ao autoritarismo.

A reportagem é da jornalista Jess Carvalho. Clique aqui para ler a íntegra e conhecer a opinião dos(as) outros(as) especialistas entrevistados(as).