Mentiras, ameaças e intimidação são o centro da campanha de grupos radicalizados para tentar aprovar a militarização de escolas no Paraná

Mentiras, ameaças e intimidação são o centro da campanha de grupos radicalizados para tentar aprovar a militarização de escolas no Paraná

Grupos radicalizados estão distribuindo material de propaganda apócrifo nas portas de colégios onde haverá consulta sobre militarização

Mentiras, ameaças e tentativa de intimidação são o centro da campanha de extrema-direita para aprovar a militarização de escolas no Paraná. Grupos radicalizados estão distribuindo material de propaganda apócrifo nas portas de colégios onde haverá consulta sobre militarização nos dias 28 e 29 de novembro.

Os folhetos distribuídos às comunidades escolares, por si só são um argumento contra a posição que pretendem defender. Não há pontos positivos na militarização, apenas “respeito e disciplina” dos estudantes. Nem uma palavra sobre educação, aprendizado e cidadania. 

O material de propaganda seria apenas patético, assim como as pessoas que o distribuem, não fosse o risco que trazem aos estudantes, suas famílias, professores e funcionários de escola. A escola é associada à “erotização e drogas” e a militarização a “respeito e disciplina”.

Além disso, o material é apócrifo, sem qualquer identificação de quem o produziu, o que impede a responsabilização de seus autores. Isso atenta contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 

A APP condena a militarização, com argumentos pedagógicos, e lamenta a incapacidade dos defensores da posição oposta de fazerem um debate honesto e realista sobre o tema.

Derrotados eleitoralmente em nível nacional, fanáticos de direita ainda encontram no Paraná um ambiente favorável à expressão de seus delírios, alimentados pelas iniciativas obtusas do governador Ratinho Jr.

O programa de escolas cívico-militares foi oficialmente extinto pelo governo federal, mas Ratinho Jr quer expandir o programa no Paraná, dando uma falsa causa para agrupar grupos radicalizados que viram suas bandeiras derrotadas nas eleições nacionais.  

Os defensores da militarização consideram que conceitos vagos como respeito e disciplina são o principal numa escola, desconsiderando a evolução intelectual e emocional dos estudantes. A APP defende uma educação humanizadora, transformadora e libertadora – o oposto do que propõe os radicais da militarização. 

Hipocrisia

Embora preguem respeito e disciplina, os inimigos da educação que panfletam na porta das escolas ameaçadas de militarização não respeitam ninguém e tentam intimidar quem os questiona. É o que demonstra relato recebido já no primeiro dia de funcionamento do formulário on-line lançado pela APP para denúncias.

Uma educadora conta que tentou conversar com um homem que distribuía panfleto contra a militarização na porta da escola. Depois de perguntar se ele tem filho estudando ali, sem ter resposta, a educadora disse que o panfleto é mentiroso. Foi o que bastou para que um comparsa começasse a gravar imagens dela com o celular.

Esse vídeo com a educadora foi divulgado em grupos de radicalizados que defendem a militarização, o que revela total desprezo pela educadora e pela lei, que garante o direito de cada cidadão à preservação de sua imagem. A exposição da educadora coloca em risco a segurança dela, mas isso não importa para os panfleteiros da mentira e da intimidação.  

Não satisfeito com as barbaridades cometidas contra a educadora no vídeo criminoso, o adorador de milicos foi até o diretor questionar a presença dela na escola. Em seguida eles desacataram a secretária do colégio. Tudo isso gravado e divulgado orgulhosamente. 

Farsa

A campanha a favor da militarização de colégios nunca foi sobre educação, sobre aprendizagem, sobre qualidade de ensino, nem mesmo sobre o Ideb. O programa de escolas cívico-militares sempre foi sobre ideologia.

Uma ideologia que enxerga no(a) educador(a) um inimigo, um doutrinador, uma ameaça às crianças e adolescentes. E que vê os(as) estudantes como marginais, potenciais ou consumados. Que enxerga na escola pública um espaço de degeneração, que quer anular as diferenças com violência e repressão. 

Que acredita que a escola precisa de alguém de fora, de preferência truculento e armado, para ensinar o(a) educador(a) a ensinar: um militar. 

Enquanto trabalhamos e damos o sangue por uma educação de qualidade, eles nos acusam do que eles fazem, todos os dias.

Dizer sim na consulta das escolas cívico-militares é baixar a cabeça para essa ideologia cega e cruel. 

Não se dobre. Não compactue. Não aceite. Diga não! 

#MilitarizaçãoNÃO

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