Lançamento da Conape 2022 enfatiza importância de Paulo Freire para a educação pública

Durante a live, os(as) participantes também debateram o retorno das aulas presenciais e rumos da educação brasileira

Na última sexta-feira (18), as entidades que compõem o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) se reuniram em um debate virtual para lançar a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) 2022. O lançamento ocorreu durante a plenária virtual e faz parte da Semana Freireana de Lutas pela Vida e pela Educação Pública, onde também foi debatido o retorno às aulas presenciais e os rumos da educação pública brasileira, que vem sendo atacada pelo governo Jair Bolsonaro (Sem Partido). 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) destaca que o evento é um ensaio para o centenário de Paulo Freire, que será comemorado em 2021. O Conape contará com diversas etapas, sendo municipais, estaduais, distrital e em setembro de 2020, a edição nacional do evento.

A realização da Conape é uma demonstração do legado de Paulo Freire não só no ensino e na escola, mas também na luta docente por uma educação pública, gratuita, laica, emancipadora, libertadora democrática, socialmente referenciada, capaz de reconstruir a cidadania brasileira. O Conape contará com diversas etapas, sendo municipais, estaduais e distrital 

Centenário de Paulo Freire

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em conjunto com diversidades entidades e a Rede Latino-Americana de Estudos sobre Trabalho Docente, vem intensificando e preparando a sua jornada de lutas rumo aos 100 anos, que será comemorado nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2021, em Recife (acesse aqui).

Para a professora e vice-presidente da CNTE, Marlei Fernandes de Carvalho, o legado, a história e os escritos de Paulo Freire estão mais presentes e vivos do que nunca na atual conjuntura brasileira, mundial e educacional. “Seu legado nos coloca a defender a educação pública de qualidade, universal e gratuita. Que a sua visão amorosa com o povo brasileiro, com aqueles que necessitavam aprender a ler e a escrever, é o mais importante legado de uma educação progressista, de uma educação para todos e todas, referencialmente igualitária e social. Este legado precisa ser revivido e intensificado contra uma política de ódio e de descaso com a educação brasileira”.