Junho de lutas: educadores(as) aprovam paralisação no dia 21 e intensa mobilização pela Data-Base

Junho de lutas: educadores(as) aprovam paralisação no dia 21 e intensa mobilização pela Data-Base

Em função dos prazos legais do período eleitoral, o mês de junho será crucial para avançar nas reivindicações da categoria

Seis anos sem recomposição das perdas inflacionárias, direitos suprimidos e cassados, calotes, carência de funcionários(as) nas escolas, cobranças e assédio; a situação nas escolas públicas do Paraná beira ao caos.

Além disso, aposentados(as) pagando o que já contribuíram quando estavam na ativa.

O quadro de penúria levou os(as) educadores(as), em Assembleia Estadual, a aprovarem um intenso calendário de lutas na noite desta sexta-feira (27). A agenda culmina em paralisação no dia 21, com ato estadual em Curitiba, caso o governo não apresente uma proposta de Data-Base.


Em função dos prazos legais do período eleitoral, o mês de junho será crucial para avançar nas reivindicações da categoria, em especial a Data-Base. Mas não haverá conquistas sem forte mobilização e pressão.

Intensificação do trabalho de base, mobilizações nas escolas e uma marcha dos(as) aposentados(as) antecedem a proposta de greve, entre outras mobilizações.

“A força do 29 de abril foi uma demonstração da indignação e disposição dos(as) educadores(as). O ato abriu a possibilidade de negociação com o governo, mas já se passaram 15 dias desde a mesa com a Casa Civil e ainda não há data para a próxima rodada. Será preciso mostrar unidade e força para arrancar do governo o que é nosso direito”, avalia a presidenta da APP, Walkiria Mazeto.

Em documento entregue a deputados(as) nesta semana, a APP demonstra que o Estado tem recursos para pagar o que deve e ainda atender outras reivindicações urgentes da categoria, como a implantação das promoções e progressões, o fim do confisco dos(as) aposentados(as) e a revogação da terceirização dos(as) funcionários(as).

A secretária executiva de Comunicação, professora Cláudia Gruber, explica que as mobilizações propostas são uma construção coletiva, considerando os desafios do período. “O mês de junho exige movimento e união. A construção desse calendário foi pensada com muita responsabilidade e critério. Vamos às ruas exigir respeito à lei e à nossa carreira”.

A Assembleia Estadual foi dirigida por uma mesa exclusivamente feminina, contando também com a presença da secretária de Assuntos Municipais da APP, Marcia Oliveira. “É importante lembrar às redes municipais que pretendem se somar ao calendário, que cada município de aprová-lo em Assembleia própria para somar forças”, lembra Marcia.

Data-Base

O Estado acumula uma dívida superior a 36% com o funcionalismo.

A proximidade da janela eleitoral impõe o prazo legal de 1º de julho para a recomposição das perdas inflacionárias dos últimos 12 meses (12,13%).

Outros 3,39% já estão aprovados(as) e carecem apenas da autorização do governador, independente do período eleitoral.

Confira o Calendário de Mobilizações aprovado na Assembleia:

Ao longo do mês – Trabalho de base nas escolas e realização de conselhos regionais ampliados
30 de maio a 03 de junho – Caravana da Educação
7  e 8 de junho – ato dos(as) aposentados(as) em Curitiba. Marcha para pressionar deputados(as) pela Data-Base e pela ampliação da isenção previdenciária para o teto do INSS.
14 e 15 de junho- Semana de mobilização nas escolas – debate sobre as pautas destacando os segmentos da escola. Incluir a comunidade escolar no debate.
21 de junho– Paralisação e ato estadual em Curitiba

 

 

 

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