Julho das Pretas promoverá atividades virtuais em prol da luta das mulheres negras

Toda a programação é construída a partir do dia 25 de julho, data em que é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Durante todo o mês, a APP-Sindicato participa da 8ª edição “Julho das Pretas”, evento que promove a reafirmação de identidade, história e resistência das mulheres negras em prol da igualdade de oportunidades. O Sindicato auxiliará no evento apoiando a divulgação e inscrições das atividades.  

 Neste ano, o Julho das Pretas será realizado de forma virtual para evitar que os(as) participantes fiquem expostos(as) à contaminação pelo COVID-19 (Coronavírus). Toda a programação é construída a partir do dia 25 de julho, data em que é celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e as solenidades são dedicadas à população Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas no Brasil e no mundo.

Durante o mês, serão realizadas audiências públicas, apresentações culturais e outras ações para fortalecer as organizações de mulheres negras, que ampliam o debate e inserem temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais formas de opressão. É feito também a exigência de ampliação de direitos, democratização de espaços de poder e decisão na sociedade, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

O secretário de promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Luiz Carlos dos Santos explica que o mote deste ano é “Em defesa das Vidas Pelo bem Viver”. “Com esse tema, as mulheres querem dialogar com a sociedade sobre a importância de valorizar a vida de todas(os) e de se pensar no bem viver da população negra”.

O secretario destaca ainda que este mês é importante para dar visibilidade da luta das mulheres negras contra a violência, o genocídio racial e contra toda forma de opressão. “Esse é um mês marcado pela resistência, pela organização, pelo enfrentamento e pelo empoderamento das nossas mulheres negras”.

Tereza de Benguela

Nascida no século XVIII, Tereza de Benguela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso (MT). Sob seu comando, a comunidade cresceu militar e economicamente, incomodando o governo escravista. Após ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa, vindo a suicidar-se após se recusar a viver sob regime de escravidão.

Em sua homenagem, foi instituído no dia 25 de junho, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data foi sancionada através da Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor no dia 02 de junho de 2014. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

Confira a programação completa aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Errata: No dia 19, o nome da cantora é Brinsan.