Governo fecha primeiro semestre com crescimento de 12%

Governo fecha primeiro semestre com crescimento de 12%


Chega ao final o primeiro semestre do segundo mandato do governador Beto Richa (PSDB) no Paraná e para surpresa de todos(as), ou quase todos(as), as receitas do Estado só crescem. No dia 30 de maio, a APP-Sindicato divulgara um relatório do economista Cid Cordeiro, no qual, uma análise baseada em dados do Executivo, colocava completamente por terra a desculpa do governo de que um dos motivos para não pagar o reajuste da data-base (8,17%) seria o risco de ultrapassar o limite prudencial de gastos com pessoal.

Eram apenas prospecções, que foram confirmadas com o fechamento do mês de junho. Mais uma vez o economista Cid Cordeiro, a partir de dados disponíveis no Portal da Transparência e nos relatórios fiscais do governo do Paraná, realizou uma análise reafirmando as conclusões do relatório de maio.

Somente em junho o IPVA registrou arrecadação de R$ 223 milhões, valor 152,53% superior ao registrado em junho de 2014. No mês, a arrecadação de ICMS e IPVA foi de R$ 1,5 bilhão, 52,37% a mais do que em junho de 2014.

As receitas de ICMS e IPVA apresentaram arrecadação de R$ 8,4 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2015, esse valor acrescenta ao caixa do governo R$ 1,2 bilhão a mais que o registrado no primeiro semestre de 2014.

Esses dados consolidam tendência da receita crescer no patamar de 12%, podendo chegar aos 14%. No período de janeiro a abril a receita cresceu 10,58% e no período de janeiro a maio o crescimento aumentou para 12,22%.

Nos primeiros meses do ano a arrecadação apresentou baixo crescimento em janeiro (5,04%) e forte queda em fevereiro (-16,89%). A recuperação iniciou-se no mês de março com variação de 14,67% por conta do aumento da energia elétrica, maior número de dias úteis e fatores pontuais (combustíveis). No mês de abril a variação foi de 41,14%, com a incidência dos aumentos das tarifas de ICMS e IPVA. Em maio a variação se manteve no patamar elevado de 18,83%.

Esse patamar mostra que o crescimento ocorrerá em patamar superior a estimativa de 10% que a Secretaria da Fazenda (Sefa) vem trabalhando. Essa variação representará incremento na receita de R$ 600 milhões de reais, portanto, valor suficiente para custear a concessão dos 8,17% retroativo a maio, cujo custo adicional estimado em R$ 540 milhões na comparação com a proposta aprovada.

Segundo o relatório, o crescimento da receita demonstra claramente que o Governo tinha recursos suficiente para pagar o reajuste do(as) servidores(as) mas trata-se de uma questão de prioridade, o Governo está fazendo caixa para cobrir o custo da má gestão do mandato anterior, priorizando agora o pagamento de fornecedores e fazendo com que os(as) servidores(as) arquem com o custo do resultado da má gestão.

:: Confira a pesquisa completa aqui

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