Governador Ratinho coloca em risco vida de funcionários(as) da educação

Novo decreto (4316/2020), publicado neste sábado(21), define que a entrega de merenda escolar será mantida mesmo com estabelecimentos sem estudantes

Agricultura Familiar. Foto: Hedeson Alves / AEN-PR

Uma afronta! Dessa forma a direção estadual da APP-Sindicato definiu o novo decreto que obriga funcionários(as) das escolas estaduais a manterem os estabelecimentos de ensino da rede estadual abertos em plena pandemia do coronavírus.

“Exigir que servidores, na maioria mulheres, tenham que manter as escolas abertas durante a quarentena é uma incoerência sem tamanho, já que o próprio governo estadual e prefeituras municipais vem adotando medidas para que as pessoas permaneçam em casa com o objetivo de conter a pandemia do vírus causador da covid-19”, afirmou Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato.

A entidade vem travando uma luta com o governo estadual para que a vida dos estudantes e dos(as) trabalhadores(as) em educação sejam preservadas. Por isso, foi a primeira entidade a pedir ao governo a suspensão do calendário escolar já no último domingo (15). Logo após, voltou a reafirmar que as escolas devam permanecer fechadas. Além disso, colocou suas estruturas de hospedagem a disposição das equipes de saúde neste período de combate ao novo coronavírus.

Infelizmente, neste sábado, o governo do Paraná decidiu autorizar a convocação de funcionários(as) e a abertura das escolas estaduais para o recebimento de itens da merenda escolar, mesmo neste período em que não há atendimento aos estudantes. “O governo demonstra total desprezo com pessoas que diariamente prestam um importante serviço à população nas nossas escolas. Além disso, mostra sua total desorganização, já que nossa sugestão era de que os fornecedores fossem contatados para suspender as entregas e, com isso, diminuir os riscos de contaminação de milhares de pessoas”, ressalta Hermes.

Ele afirmou, ainda, que não é objetivo do sindicato deixar as famílias sem o chamado “Leite das Crianças” ou que estudantes fiquem sem merenda. “Sugerimos, inclusive, que o governo do Estado repasse a gestão destes produtos para os órgãos de assistência social dos municípios que já acompanham famílias através de programas sociais e podem dar melhor destinação aos produtos”, finaliza o presidente da APP. 

A APP-Sindicato, através da direção estadual, está em contato permanente com representantes do Conselho da Alimentação Escolar e também do governo para reverter mais essa medida abusiva do governo Ratinho Jr. A orientação do sindicato é de que as pessoas continuem seguindo as orientações dos órgãos de saúde e permaneçam em suas casas. 

Decreto 4316