Ratinho ataca servidores(as) e poupa empresários. Soma de isenções será de mais de R$ 50 bilhões em 4 anos

Mesmo em quarentena, Sindicato luta pela retirada da proposta de terceirização de merendeiras, bibliotecários, entre outros(as)

Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr

Para os(as) grandes empresários(as): tudo. Mas para o povo: ameaças e retirada de direitos. Esse poderia ser uma transcrição da forma de governar do presidente do Brasil, no entanto se refere também à outro político brasileiro que vem aproveitando os tempos de reclusão social e de votações virtuais para tentar emplacar mais um projeto de lei que autoriza o fim dos serviços públicos. Sim, Ratinho Junior (PSD), o atual governador do Paraná!

O governante tem seguido à risca a cartilha Bolsonaro e ignorado os(as) profissionais que mantêm os serviços gratuitos à população (como saúde, educação e segurança pública). Os dois políticos adotam a mesma estratégia de colocar a população contra os(as) servidores(as) públicos, quando alegam ser o funcionalismo o grande responsável pelos problemas de desigualdade social que eles (governantes neoliberais) ajudaram a criar.

Ratinho Junior, ao mandar para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 189 que autoriza as terceirizações nas escolas e em outros setores do serviço público, mostra que a prioridade de seu governo não é a população, mas o empresariado paranaense. Quer destinar recursos públicos para que empresas façam a gestão e contratação, a preço de banana e sem garantias de carreira aos(as) trabalhadores(as) que cuidarão dos(as) nossos(as) estudantes e do bom funcionamento das escolas públicas estaduais.

Em 2019, uma matéria feita pelo Jornal Brasil de Fato apurou que o governador do Estado pretende, ao longo do seu mandato, anistiar mais de R$ 53 bi dos(as) grandes produtores(as) rurais e empresários(as), o equivalente a mais de um ano de arrecadação de impostos. Só no ano passado, foram concedidos em torno de R$ 11 bi em isenção fiscal. Enquanto isso, na educação pública, professores(as) e funcionários(as) trabalhando doentes, perdendo hora-atividade e entrando no quarto ano sem a reposição mínima garantida por lei (data-base). Veja matéria completa aqui.

A incoerência é descarada e revolta servidores(as). Enquanto cede aos empresários, usa de mão-de-ferro sobre aqueles e aquelas que menos ganham no Paraná. O projeto de lei 189/2020 tramita na ALEP. Com a reação desde a noite da última terça (24), o presidente da Casa decidiu tirar o projeto de pauta. Porém continuamos em estado de alerta. A APP-Sindicato lutará para que a proposta não entre em votação.

Funcionário(a) de escola e professor(a), precisamos de você na defesa pelos seus direitos de carreira. Mantenha sua sindicalização atualizada, cobre (mesmo que virtualmente) dos(as) deputados(as) da sua região para que a proposta não avance. Afinal, escola pública não é mercadoria!

 

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